audiência promovida pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados trouxe à tona uma questão essencial: a necessidade de cuidado e afeto para com os avós e as pessoas idosas.
No Brasil há mais de 32 milhões de idosos, e os participantes do debate defenderam que, para envelhecer de forma saudável, é preciso mais do que cuidados médicos. O afeto, o respeito e a criação de laços sociais são fundamentais para um envelhecimento digno.
Ligia Gualberto, do Ministério da Saúde, enfatizou que o bem-estar das pessoas idosas depende de um esforço coletivo. O simples ato de demonstrar respeito e atenção em interações cotidianas, como no mercado, pode fazer a diferença, oferecendo segurança e tranquilidade aos idosos.
Essa visão reflete a importância de um olhar cuidadoso da família e sociedade como um todo para promover ambientes acolhedores e inclusivos.
O deputado Alexandre Lindenmeyer, um dos solicitantes da audiência, comparou os idosos a árvores frutíferas, destacando seu valor como fonte de sabedoria e amor. Ele ressaltou que os avós e pessoas idosas desempenham um papel fundamental na vida de todos, transmitindo suas experiências e ensinamentos para as novas gerações.
Além do aspecto afetivo, foram destacados outros elementos essenciais para o envelhecimento saudável, como a saúde física e mental, a segurança financeira, a atividade física e a interação intergeracional. A representante da Pastoral da Pessoa Idosa, alertou para o risco de uma sociedade que descarta seus idosos devido ao ritmo acelerado da vida moderna, lembrando que envelhecer deve ser visto como uma bênção, e não como uma condenação.
A audiência também fez referência à Jornada dos Avós e das Pessoas Idosas, instituída pela Igreja Católica, cujo lema em 2024 é “Na velhice não me abandones”, refletindo um apelo global por um tratamento mais afetuoso e respeitoso aos idosos, tanto nas famílias quanto na sociedade.
Matéria produzida pelo Núcleo de Produção da Repapi para o Portal Idosonews.com
