O papel dos avós na formação dos netos. Meus amigos e minhas amigas, vamos conversar com carinho — e um pouquinho de humor — sobre um tema cada vez mais atual: o papel dos avós na criação dos netos. O famoso ditado diz: “Quem pariu Mateus que balance”. E eu acrescento: “E quem embala que se lembre de devolver o Mateus no horário combinado”.
A realidade de hoje mostra que muitos avós assumem tarefas que, na verdade, são dos pais: levar e buscar na escola, dar almoço, vigiar deveres, organizar consultas médicas e, às vezes, até pagar boletos. E tudo isso, muitas vezes, sem reclamar, porque o amor pelos netos é enorme. Mas aqui vai um alerta: cuidar não é o mesmo que criar.
Os avós são fonte de carinho, sabedoria e fé, mas não podem substituir a responsabilidade dos pais. Afinal, enquanto os pais estão na fase de criar, educar e disciplinar, os avós já deveriam estar curtindo a fase de contar histórias, dar um docinho escondido e cochilar depois do almoço — e não correndo atrás de Mateus pela casa com um prato de mingau na mão.
E isso não é egoísmo, é saúde e equilíbrio. O envelhecimento exige cuidados com o corpo, com a mente e com o coração. Quando os avós assumem mais do que podem, a sobrecarga chega, e o cansaço também. Por isso, pais, assumam sua parte. Avós, ajudem quando puderem, mas não deixem de viver a própria vida.
Na Minha Opinião, o ditado poderia ganhar uma versão atualizada: “Quem pariu Mateus que balance, e quem embala, que faça isso com amor, mas sem esquecer de descansar!”.
Afinal, avós são parceiros, não substitutos. A melhor herança que podem deixar é tempo de qualidade, histórias, valores e fé, não o papel de babá em tempo integral. “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Provérbios 22:6)
Rev. Pinho Borges/ Secretário Nacional da Pessoa Idosa – IPB/ Matéria produzida pelo Núcleo de Produção da Repapi para o Portal Idosonews.com
