Quando a violência atrai: um olhar crítico sobre fenômeno perturbador

Hoje a coluna MINHA OPINIÃO, com o Rev. Pinho Borges, apresenta a reflexão:  Quando a violência atrai: um olhar crítico sobre um fenômeno perturbador

Por Pinho Borges/Portal Idosonews.com]. A notícia de que um homem acusado de agredir brutalmente sua namorada, recebeu milhares de e-mails de mulheres interessadas nele, após sua prisão, é mais do que chocante. É um alerta. Revela algo sombrio e complexo sobre as relações humanas e, principalmente, sobre as fragilidades emocionais que muitas pessoas enfrentam.

Na minha opinião, esse tipo de comportamento revela uma inversão perigosa de valores e uma romantização inconsciente da violência. Não é a primeira vez que casos assim ganham notoriedade. Criminosos famosos já receberam cartas apaixonadas enquanto estavam presos, como se o ato violento fosse uma prova de masculinidade, poder ou mesmo carência afetiva digna de compaixão.

Na minha opinião, há uma mistura de baixa autoestima, carência emocional, idealização romântica e, muitas vezes, uma crença distorcida de que o amor pode “curar” o agressor.

Na minha opinião, também é preciso questionar que tipo de referências culturais e sociais estão alimentando essa atração pelo agressor. Séries, músicas e série televisa como “Amor atrás das Grades, que glamourizam pessoas presas podem reforçar o mito do “homem ou mulher difícil” que precisa de redenção. Essa visão pode ser fatal, sobretudo para mulheres que acreditam poder “salvar” alguém com histórico de violência.

É claro que não se pode generalizar nem simplificar a psicologia por trás desse fenômeno. Mas, na minha opinião, é urgente falar sobre educação emocional e relacional desde cedo. As mulheres precisam ser encorajadas a se valorizar, reconhecer os sinais de abuso e entender que agressividade não é sinônimo de força, e muito menos de amor.

Na minha opinião, o mais triste é que enquanto esse agressor recebe atenção e até admiração, sua vítima continua com marcas físicas, emocionais e provavelmente em silêncio. E isso diz muito sobre onde estamos falhando como sociedade.

Que possamos refletir com seriedade sobre esse tipo de notícia. E que, na minha opinião, ao invés de alimentar a curiosidade mórbida ou o julgamento simplista, possamos investir mais em saúde mental, acolhimento emocional e políticas que realmente combatam a violência e suas raízes.

Leia mais artigos no Portal Idosonews.com/Compartilhe este texto e ajude a romper o ciclo do silêncio e da violência./Matéria produzida pelo Núcleo de Produção da Repapi para o Portal Idosonews.com

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