Tecnologia pode fortalecer saúde cognitiva da população idosa –
O avanço da inclusão digital entre as pessoas idosas poderá ganhar um importante reforço no Brasil. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou o Projeto de Lei nº 1.257/2021, que amplia o acesso dessa população a tecnologias voltadas à estimulação cognitiva, preservação da saúde mental e promoção do envelhecimento saudável. A proposta segue agora para análise da Comissão de Direitos Humanos (CDH).
A iniciativa altera o Estatuto da Pessoa Idosa para incentivar ações de acesso e capacitação no uso das tecnologias da informação e comunicação. A medida reconhece que ferramentas digitais podem contribuir para exercitar a memória, a atenção e o raciocínio, além de facilitar o acesso ao teleatendimento e ao monitoramento remoto da saúde.
Outro aspecto relevante é o combate ao isolamento social. Aplicativos de comunicação, plataformas de aprendizagem e serviços digitais ajudam a fortalecer vínculos familiares e comunitários, favorecendo maior autonomia e participação social. Especialistas apontam que esses fatores são essenciais para um envelhecimento ativo e para a prevenção de doenças como depressão e declínio cognitivo.
Com o acelerado envelhecimento da população brasileira — que poderá alcançar mais de 75 milhões de pessoas com 60 anos ou mais nas próximas décadas, segundo projeções do IBGE —, investir na inclusão digital deixa de ser apenas uma política de inovação e passa a representar uma estratégia de promoção da saúde, da cidadania e da qualidade de vida na longevidade.
Matéria: Núcleo de Reportagem da Repapi para o Portal Idosonews.com / Fonte: Agência Senado / Imagens: Arquivo da Repapi
