A Falta do amor e a Decadência do evangelicalismo ?

Queridos.  Quando a fé perde o amor, a religião se torna fria e a igreja, estéril. Vivemos um tempo de profunda crise no seio do chamado “evangelicalismo”. Há crescimento numérico, expansão de templos, popularização de pregadores, mas… onde está o amor? A falta de amor mostra a decadência do evangelicalismo.

No hebraico, o amor é revelado em dois eixos fundamentais: Misericórdia (?ésed): uma bondade gratuita, que age mesmo sem merecimento. E, Compromisso (lealdade): a fidelidade firmada pela aliança. Em Oséias, Deus apresenta seu amor como o de um marido traído, mas que continua buscando a esposa infiel. Mesmo traído, Ele declara: “Semearei Israel para mim na terra, e compadecer-me-ei da Desfavorecida… e ela dirá: Tu és o meu Deus!”. Israel deixou de amar a Deus. De Amar ao próximo. A fé do povo se tornou apenas formalismo, e sensualismo disfarçado de religião.

O Amor nas Relações Humanas é Reflexo do Amor de Deus. O Antigo Testamento estabelece que o amor a Deus deve se refletir no cuidado ao próximo, principalmente aos mais frágeis. “Como o natural será entre vós o estrangeiro… amá-lo-eis como a vós mesmos…”

Queridos. A decadência espiritual se revela quando o amor vira interesse. A misericórdia dá lugar à indiferença. A aliança com Deus é trocada pela conveniência. Hoje vemos igrejas cheias, mas corações vazios de compaixão. Pessoas que falam em línguas, mas não falam com o irmão. Ministérios com luzes, mas sem calor humano.

João afirma que, “Deus é amor… Aquele que não ama não conhece a Deus.”Amor aqui não é eros (possuir, ter), como pensavam os gregos. É ágape, um amor que desce até nós, que nos alcança mesmo quando não merecemos. Um amor que nos constrange, que transforma e que se revela em ações práticas.

Jesus resumiu toda a Lei e os Profetas a dois mandamentos: “Amarás o Senhor teu Deus… e ao teu próximo como a ti mesmo.”  Onde falta esse amor, há ruína espiritual. Onde o evangelho é só pregação sem amor, há hipocrisia.

O evangelicalismo moderno sofre de deficiência afetiva espiritual:Se importam mais com performances do que com pessoas. Lutam mais por posições do que por comunhão. Falam em nome do Reino, mas não se parecem com o Rei.

Uma missionária na China disse: “Nem eu faria isso por um milhão. Mas o amor de Cristo em mim me move.” É esse amor que falta. Amor que nos leva a perdoar, servir, visitar, abraçar, cuidar, repartir.

Queridos. A maior evidência de um cristianismo verdadeiro não é a eloquência, nem o número de seguidores, mas o amor que nos move em direção a Deus e ao próximo.

Enquanto o evangelicalismo buscar relevância sem relacionamento, ele continuará em decadência. Precisamos Resgatar o amor perdido, para que sejamos conhecidos, como Jesus disse, não pelo tamanho dos nossos templos, mas pelo amor com que amamos uns aos outros. Amém.

Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Para acompanhar diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges, se inscreva no Canal Pinho Borges no YOUTUBE.

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