Texto Base: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.”
Queridos irmãos, quando Jesus nos chama de “sal da terra”, Ele nos lembra do nosso valor e da nossa missão. O sal, por si só, não tem forma, cor ou cheiro e não serve como alimento, mas, quando é misturado, ele se torna indispensável: dá sabor, preserva, conserva e torna a vida possível. Assim também acontece conosco.
Deus nos criou para viver em comunhão, para compartilhar e relacionar-nos com as pessoas. Quando nos fechamos em nós mesmos, corremos o risco de perder o “sabor” e a alegria de viver. Assim como o sal só cumpre sua função quando tempera, nós só realizamos nosso propósito quando usamos nossa vida para abençoar e servir aos outros.
1º. O sal que dá sabor: nossa influência no mundo. Um prato pode ser bonito, mas sem sal torna-se sem graça. Da mesma forma, o mundo seria vazio sem a presença dos filhos de Deus. Somos chamados para dar saborizar à vida das pessoas com nossas atitudes, palavras e orações.
O segredo do sabor de um bom feijão não está apenas no sal, mas no amor e no cuidado com que ele colocado. Assim também, um gesto de carinho, um conselho sábio, ou uma oração sincera pode mudar o dia de alguém.
2º. O sal que preserva: nossa missão de compartilhar. Nos tempos bíblicos, o sal era usado para conservar alimentos. Da mesma forma, somos chamados a preservar os valores do Evangelho e a compartilhar o que Deus nos deu. Quando guardamos nossos dons e experiências apenas para nós, nossa vida perde sentido.
Um idoso que ensina um neto a orar, ou que conta suas histórias de fé, está temperando a vida das próximas gerações. Pequenos gestos podem deixar marcas eternas.
3º. O perigo do isolamento: quando o sal se acumula. Jesus também alerta que o sal pode perder sua utilidade. Quando fica guardado, sem uso, ele perde o sabor. Assim acontece com quem se fecha em si mesmo, deixando de amar, perdoar e conviver.
O Mar Morto recebe água de vários rios, sendo o mais importe o Rio Jordão, mas não a compartilha. Resultado. suas águas são tão salgadas que nada vive ali. Da mesma forma, quando acumulamos bênçãos e experiências, mas não repartimos, nossa vida espiritual pode se tornar estéril.
4º. Somos chamados a temperar a vida. Jesus nos chama a interagir com o mundo, sem sermos moldados por ele. Nós, idosos, temos um papel especial. usar a maturidade e a sabedoria acumuladas para aconselhar, inspirar e abençoar. Podemos ser sal para nossa família, nossos vizinhos e nossa comunidade, deixando um legado de fé e amor.
“Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” Disse Jesus.
Queridos irmãos, o sal só tem valor quando é usado. Da mesma forma, nossas vidas têm sentido quando são colocadas a serviço de Deus e do próximo. Sozinhos, valemos pouco, mas juntos fazemos a diferença.
O sal que tempera é o sal que se doa. Nossa maior riqueza está em compartilhar aquilo que Deus nos deu.
Que o Senhor nos ajude a sermos sempre um bom tempero para o mundo, abençoando vidas e espalhando o sabor do Evangelho onde quer que estejamos. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual /Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.
