Reforma Protestante: Teses 64 a 76

64ª Tese: O tesouro das indulgências, porém, é o mais apreciado, pois faz com que os últimos sejam os primeiros.

65ª Tese: Por essa razão, os tesouros do Evangelho são a rede com que Outrora se apanhavam os ricos.

66ª Tese: Os tesouros das indulgências, porém, são a rede com que hoje se apanham as riquezas dos homens.

67ª Tese: As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a maior graça, podem, de fato, ser assim consideradas no que se refere à ganância.

68ª Tese: Na verdade, as indulgências são a menor graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69ª Tese: Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência.

70ª Tese: Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.

 71ª Tese: Quem levantar a sua voz contra a verdade da indulgência apostólica seja excomungado e maldito.

72ª Tese: Aquele, porém, que se empenhar contra as palavras arbitrárias e devassas dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.

73ª Tese: Assim como o papa com razão excomunga aqueles que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente,

74ª Tese: muito mais deseja atingir pela excomunhão àqueles que, sob o pretexto da indulgência, prejudicam a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.

75ª Tese: Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém da culpa, mesmo que (coisa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.

76ª Tese: Bem ao contrário, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular no que diz respeito à culpa que constitui.

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