“Por ele eu ponho minha mão no fogo”

— Olha, essa frase é praticamente um atestado de coragem misturado com uma pitada de ingenuidade e uma boa dose de esperança teimosa. Porque, convenhamos, confiar tanto em alguém a ponto de oferecer a própria mão como espetinho humano é no mínimo arriscado. Ainda mais num mundo onde até o GPS diz “vire à direita” e te joga dentro de um matagal.

Colocar a mão no fogo por alguém é aquele tipo de promessa que a gente faz empolgado, cheio de fé na humanidade — e depois, quando a verdade aparece, fica lá com a mão esturricada e tentando explicar para os outros: “Não, gente… é que eu achei que ele era diferente”.

A verdade é que, antes de botar a mão no fogo, o ideal seria fazer um teste rápido de confiança:
— A pessoa devolve o troco certo?
— Não some quando você precisa?
— Já furou com alguma desculpa do tipo “não vi a mensagem”?

Se a resposta for “sim” para alguma dessas perguntas… melhor tirar a mão do fogo e guardar no bolso. Porque confiança é ótima, mas virar torresmo emocional não está nos planos de ninguém.

No fim das contas, essa expressão serve mais como alerta do que como elogio: se alguém diz isso, a gente já começa a preparar a pomada de queimadura — porque, na vida real, na hora do aperto, tem gente que deixa você com a mão queimando… e ainda sopra de longe, dizendo “força aí!”.

Matéria: Núcleo de Produção da Repapi para o Portal Idosonews.com / Fonte e Imagens: Arquivo da Repapi / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.

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