Estudos sobre a longevidade requer conhecimento dos aspectos demográficos do Brasil; nas últimas décadas a população brasileira passou de 40 milhões de habitantes (1960) para uma população de 192.304.735 habitantes (2010), somos a quinta nação mais populosa do planeta, perdemos apenas para China, Índia, Estados Unidos e Indonésia. Com uma população tão grande há um grande desequilibro social no país, não só do ponto de vista populacional, mas em todos os setores da vida social, pois fez aumentar a massa de excluídos.
Em 1960, cerca de 50,46% da população possuía menos de 20 anos e os idosos representavam apenas 5,9%, desta pirâmide, porém nas últimas quatro décadas o número de idosos aumentou e a projeção para o fim do século que era um percentual 8% da população já foi ultrapassada. Há projeção que no ano de 2020, o Brasil terá uma população de idosos em torno de 25 milhões de pessoas. Embora o processo de longevidade seja uma realidade na sociedade brasileira o Estado organizado como um todo não tem conseguido proporcionar aos seus cidadãos uma velhice tranquila, quanto a questão de renda, isto pode ser verificado no Relatório dos Indicadores Sociais do IBGE -2003[1]. Segundo o relatório no universo daqueles que tem mais de 60 anos, 43% dos idosos possuiu uma renda per capita inferior ao salário-mínimo, sendo que 30,4%[2] trabalham para auxiliar na subsistência familiar. Os dados também mostram que 25% das pessoas idosas com idade superior a 60 anos têm renda superior a três salários-mínimos ou mais. No geral a situação do idoso no Brasil ainda é muito precária porque 75% dessa população estão na faixa da pobreza, e boa parte dela está na Linha de Miserabilidade o que obriga ao Governo criar algumas ações para atender as necessidades dessa parte da população.
Infelizmente os segmentos sociais não aprenderam a navegar nesse mar de oportunidades que a longevidade propicia. Essa inercia contribui para que as pessoas idosas não sejam respeitadas aumentando dessa forma violência contra elas.
A
sociedade como um todo deve tomar conhecimentos das ações para efetivação das políticas dos direitos da pessoa idosa para
combater a violência contra à pessoa idosa. Em 1º de outubro de 2003, é
sancionada a Lei 10.741/2003, que instituiu o Estatuto do Idoso, destinado a
regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a
sessenta anos.
[1] Referente ao ano de 2002.
[2] 4.870.336 idosos.
