O Rev. Pinho Borges, Secretário Nacional da Pessoa Idosa da Igreja Presbiteriana do Brasil, ministrou a Palavra de Deus, na Jornada de Oração que a Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF) da Igreja Presbiteriana de Tejipió em comemoração ao Mês da Família.
A Jornada de Oração é uma programação diária iniciando as 19h30mim, exceto sábado e domingo..
Texto da reflexão do Rev. Pinho Borges
Sal. 102,2…NÃO PERCA A FÉ – Não me ocultes o rosto no dia da minha angústia; inclina-me os ouvidos; no dia em que eu clamar, dá-Te pressa em acudir-me.
“Não suporto mais. Às vezes, penso que a única saída seria dormir e não mais acordar.” Você já deve ter ouvido esse clamor desesperado. A introdução do Salmo 102 é o clamor de uma pessoa aflita. Uma oração do aflito que, desfalecido, derrama o seu queixume perante o Senhor. Esse aflito e desfalecido pode ser você ou eu.
Pois, há momento na vida em que literalmente dá vontade de “dormir e não acordar mais”. Nessas horas, como é bom ler este salmo. Nele, nos vemos que não estamos sozinhos na experiência da dor.
O salmista, em muitas ocasiões, atravessou momentos de escuridão. “Ferido como a erva, secou-se o meu coração; até me esqueço de comer o meu pão”. V 4. Quem tem vontade de comer quando o filho está doente? Quem tem ânimo para sequer olhar a comida, quando a família está desmoronando? Aonde vão os filhos de Deus nessas horas?
O Salmo tem 28 versos, é o drama de uma pessoa que, apesar do sofrimento, não perde a fé. O salmista sabe em quem confiar. O inimigo pode tirar tudo dele, menos sua confiança no Deus todo-poderoso.
O último verso é uma visão extraordinária do futuro, apesar do sofrimento presente. “Os filhos dos teus servos habitarão seguros”, afirma o salmista, “e diante de ti se estabelecerá a sua descendência.”
Por isso, hoje, não se deixe intimidar pelas sombras da vida. Temos um Deus que não conhece derrota. Não desanime. Não permita que a confiança fuja. Embora seu coração gema de dor, olhe para cima e diga com as forças que ainda lhe restam: “Não me ocultes o rosto no dia da minha angústia; inclina-me os ouvidos; no dia em que eu clamar, dá-Te pressa em acudir-me.”
