Deus Pede Contas. Lucas 19, versos de 11 a 27. Queridos irmãos e irmãs, a parábola das minas nos lembra uma verdade que não podemos esquecer, Deus nos confiou talentos, tempo e oportunidades, e um dia pedirá contas de como os usamos.
Jesus contou essa parábola em um contexto que todos entendiam, porque estava ligada a fatos históricos da época. Mas a lição vai além da política de reis e governantes, trata-se da nossa vida diante de Deus.
A confiança de Deus. O rei da parábola distribuiu moedas iguais a seus servos e deixou cada um livre para decidir o que faria com elas. Assim também Deus nos dá liberdade, o tempo que vivemos, as forças que ainda temos, as experiências que acumulamos.
Mesmo na velhice, ainda possuímos algo precioso para investir no Reino, palavras de sabedoria, conselhos para os mais jovens, orações fervorosas que sustentam a igreja.
Pense em uma avó que, mesmo sem condições de ajudar financeiramente, dedica-se a orar diariamente pelos netos. Aos olhos humanos pode parecer pouco, mas diante de Deus é um investimento eterno, que rende frutos na vida da família.
A prova de fidelidade. A confiança do rei era, na verdade, um teste. Cada servo recebeu a mesma quantia, mas o resultado foi diferente porque uns foram fiéis e outros não.
Deus também nos prova nas pequenas coisas, uma visita a um irmão enfermo, uma palavra de ânimo, a pontualidade no culto, a disposição em ajudar. Às vezes achamos que nossa contribuição é pequena, mas o Senhor valoriza a fidelidade, e não o tamanho da tarefa.
Um jardineiro sabe que até as menores sementes, quando plantadas com cuidado, se transformam em árvores que dão sombra e fruto. Assim são as pequenas ações feitas em fidelidade a Cristo.
A recompensa de Deus. Os servos fiéis receberam mais responsabilidades. Não foi descanso, mas novas tarefas. Isso mostra que a maior alegria de Deus é nos confiar mais, quando demonstramos fidelidade.
Para nós, isso significa que, enquanto tivermos vida, Deus tem propósito conosco. Nossa velhice não é aposentadoria espiritual. Ao contrário, é o tempo de frutificar com maturidade e profundidade.
Lembro-me de um irmão idoso que, já com mais de 80 anos, dizia, “Se minhas pernas não podem mais me levar para evangelizar, minha boca ainda pode testemunhar, e minhas mãos podem escrever cartas de consolo.” Ele entendia que a recompensa por ter servido bem era continuar servindo, de outra maneira.
A lei da vida cristã. Jesus concluiu com uma verdade forte, “A quem tem, mais será dado; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.”
Isso vale para todas as áreas da vida. Se um músico não pratíka, perde sua habilidade. Se um estudante não revisa, esquece o que aprendeu. No Reino de Deus é igual, se não usamos os dons e oportunidades, eles enfraquecem.
Por isso, precisamos continuar crescendo, lendo a Bíblia, orando, servindo e amando. Na vida cristã não existe ponto de parada, ou avançamos, ou retrocedemos.
Queridos irmãos, esta parábola nos convida a examinar como estamos usando o que Deus nos confiou. Estamos multiplicando os dons e oportunidades, ou estamos enterrando-os? Temos sido fiéis no pouco, para que Deus nos confie o muito?
Lembremo-nos, a vida cristã não termina enquanto tivermos fôlego. O Senhor espera de nós fidelidade até o fim. E no último dia, o maior prêmio será ouvir, “Muito bem, servo bom e fiel.” “Proclamemos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.
