Entendo, que a ceia é a comida da Páscoa. Este “cálice”, é um “cálice de bênção”. Por isso Jesus agradece com a bênção judaica. “Santificado és tu, O Senhor nosso Deus, Rei do universo, o Criador do fruto da vinha”…
Ceia. Unidade em Cristo. João capítulo 6, versos 54. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”
Queridos.
Entendo, que a ceia é a comida da Páscoa. Este “cálice”, é um “cálice de bênção”. Por isso Jesus agradece com a bênção judaica.
“Santificado és tu, O Senhor nosso Deus, Rei do universo, o Criador do fruto da vinha”. O vinho não era nenhum suco de uva, entretanto era habitual misturar o vinho com água.
Marcos, diferentemente de Mateus, registra não o ato, mas o comando: “Beba disto, todos vocês”.
Já Lucas, e Paulo descreve a ação de Jesus, e não dos discípulos.
No texto o verbo está no particípio “deu graças”, e se relaciona com eucaristia (ação de graças).
Alguns protestantes evitaram o termo por causa de suas associações com o catolicismo romano tradicional, mas o próprio termo seguramente não é censurável.
A ceia revela a certeza da ressurreição. Desde a antiguidade a eucaristia, foi entendida como alimento da eternidade, e penhor da ressurreição.
O Cristo presente sob as espécies de pão e de vinho é o ressuscitado.
Quem come deste pão tem, de fato, a vida já ressuscitada e por isso eterna.
Na medida em que vamos nos santificando, aumentamos a nossa comunhão com Cristo, e a nossa ressurreição vai ficando mais próxima da dele.
O morrer é apenas um instrumento de descoberta do eterno.
A morte é o último dia, e como salvos em Cristo Jesus alcançamos a ressurreição, a sentença do juízo, e a entronização na suprema glória dos céus.
Isto significa, a plena conclusão do plano de Deus em nós, a ressurreição para a vida eterna.
Participar da eucaristia (Ceia do Senhor) é ter certeza de estar ressuscitado em Cristo.
Ceia como símbolo da ressurreição. Não devemos perder de vista a dimensão de ressurreição presente na Eucaristia.
Hoje já estamos participando da plenitude dos tempos que se dá pela ressurreição. Pois em Cristo fomos resgatados, vivificados, restaurados para sermos eternos.
O simbolismo do Cristo morto, e ressuscitado no pão e no vinho já antecipa a certeza do alimento eterno, diferente do maná do deserto.
Esta certeza da ressurreição comunicada pela participação na Ceia do Senhor, nos traz alegria, num mistério onde a morte de Cristo, produz a nossa vida eterna.
A ceia do Senhor, também é símbolo de unidade. Todos nós que somos partes do corpo de Cristo, e assim aceitamos pela fé.
1ª Carta de Paulo aos Coríntios, no capítulo 1º, versos de 9 e 10. Lemos ” Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer”.
Cristo, é a Cabeça da Igreja, e o centro de unidade universal, requer que cada um de nós sejamos fonte de unidade na Igreja.
Mateus capítulo 12, verso 25, diz. “Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.”
Paulo, prega o mistério de Cristo que realiza a unidade entre judeus e gentios. Efésios capítulo 1º e verso 22. “e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à igreja”,
Queridos.
A Ceia como banquete nupcial (Casamento em Caná da Galileia), e como ato escatológico. Apocalipse capítulo14, versos de 1 a 3, diz “E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele, e o nome de seu Pai. E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão, e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas. E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes, e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra. Amém.
Áudio texto. Ministração do reverendo Pinho Borges
