Causas da Frieza Espiritual. O Menosprezo da Comunhão com Cristo, “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.” Apocalipse 3.
Queridos. O trecho da carta à igreja de Laodiceia nos confronta com uma verdade dolorosa, é possível manter uma aparência de religiosidade e, ao mesmo tempo, viver longe do coração de Deus. A frieza espiritual não surge de uma vez, mas se instala lentamente, como um quarto que vai esfriando quando a lareira é esquecida. Nesta reflexão, vamos considerar uma das causas principais dessa frieza, o descuido, a negligência, o menosprezo da comunhão pessoal com o Senhor Jesus.
A correria da vida e o esquecimento do essencial. Vivemos numa época marcada pela pressa. Todos correm. Corremos para o ônibus, para o trabalho, para o médico, para a escola. E no meio dessa agenda lotada, algo sempre fica para trás.
Um homem confidencia ao amigo, “Chego cada vez mais cedo ao escritório e saio cada vez mais tarde. Se paro por um instante, minha mesa se enche de papéis.” É uma realidade que muitos conhecem. A vida moderna exige muito de nós. E, quando não conseguimos dar conta de tudo, somos forçados a escolher o que deixar de lado. Mas o que costuma ser deixado? O emprego? A saúde? A família? Quase nunca. Infelizmente, o primeiro a ser deixado é Deus.
A ausência de comunhão com Jesus esfria o coração. “Tudo tem o seu tempo determinado,” diz Eclesiastes 3. Mas se não determinarmos um tempo para Deus, o mundo o tomará por completo.
À medida que deixamos de buscar ao Senhor, Oramos menos, Lemos menos a Bíblia, Pensamos menos nas coisas espirituais, Consultamos menos a vontade de Cristo nas decisões.
Imagine um relacionamento de amizade em que você deixa de enviar mensagens, de ligar, de visitar, de se importar. Com o tempo, o vínculo se desfaz. Não porque houve briga, mas porque houve abandono silencioso. Assim também é nossa comunhão com Jesus, não morre por ataque direto, mas por negligência.
A pergunta que não fazemos mais, “O que faria Jesus no meu lugar?” Quando a comunhão com Cristo enfraquece, começamos a tomar decisões baseadas apenas no que achamos conveniente, lógico ou imediato. A voz de Deus vai ficando distante, abafada pelas pressões do dia a dia. Aos poucos, nos tornamos cristãos autônomos, agindo por instinto e não por direção divina. E, então, a fé esfria.
Frieza espiritual é clima gelado da alma. Sem oração e sem Palavra, o coração esfria. A frieza não se limita ao sentimento; ela afeta o comportamento, e
Deixamos de nos emocionar com o amor de Deus, nos tornamos indiferentes ao pecado, Perdemos o zelo pela missão, e Nos tornamos críticos, duros, insensíveis.
Por exemplo. Um carvão tirado do fogo aceso permanece quente por alguns minutos, mas logo esfria. Somente no contato constante com a chama ele mantém o calor. A nossa alma precisa da presença diária de Cristo para continuar ardendo.
A solução, retornar à comunhão com o Senhor. Jesus ainda bate à porta (Apocalipse 3). Ele não exige um ritual, mas deseja relacionamento. Ele quer voltar a cear conosco, conversar conosco, aquecer nosso interior com a Sua presença. Ele sabe que precisamos trabalhar, estudar, cuidar da casa, da saúde, da família. Mas Ele nos convida a fazer tudo isso com Ele e por Ele.
Queridos. A frieza espiritual, muitas vezes, não nasce do pecado escandaloso, mas da negligência discreta. O afastamento não é sempre por rebeldia, mas por descuido. E o resultado é o mesmo, um coração frio, uma fé vazia, uma vida cristã sem fervor.
Mas há esperança! Jesus continua chamando. Ainda há tempo para reacender o altar da comunhão. Que voltemos a Te ouvir, a Te seguir, e a viver debaixo do Teu olhar. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Para acompanhar diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges, se inscreva no Canal Pinho Borges no YOUTUBE.
