A carta de Jesus à igreja de Laodiceia é um alerta direto, firme e cheio de amor. Ele não encontra nela uma fé vibrante, nem mesmo uma rejeição declarada. A igreja está morna. É um estado espiritual perigoso, porque transmite uma falsa sensação de segurança.
Nesta meditação, vamos refletir sobre uma das principais causas da frieza espiritual, a preocupação exagerada com as coisas materiais.
A armadilha do materialismo. Laodiceia era uma cidade rica, conhecida por seu comércio, tecidos de luxo e remédios oftálmicos. Seus habitantes tinham tudo… menos sede de Deus. Jesus diz à igreja, “Dizes, Rico sou, estou enriquecido e de nada tenho falta…”. Este mesmo espírito se espalha hoje, vivemos numa sociedade consumista, onde tudo gira em torno do “ter” e do “comprar”. Eletrodomésticos cada vez mais sofisticados, Carros com tecnologia de ponta, Casas inteligentes que “pensam por nós”. Nada disso é pecado em si. O problema surge quando essas coisas tomam o lugar de Deus no coração.
Imagine um viajante que precisa escalar uma montanha, mas insiste em levar uma mochila cheia de ouro, roupas de grife e aparelhos eletrônicos. Com o tempo, o peso se torna insuportável. Ele não consegue seguir viagem. Assim também acontece conosco. Quando a alma está sobrecarregada com preocupações materiais, a fé enfraquece, a oração diminui, e o fogo espiritual se apaga.
O exemplo do jovem rico. Jesus disse a um jovem de grande posição e posses: “Vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres… depois vem e segue-me.” A resposta dele? “Retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.” Ele queria seguir Jesus, mas não conseguia soltar o que o prendia à terra.
Assim como o jovem rico, muitos crentes hoje até desejam um compromisso mais profundo com Deus, mas estão algemados aos bens materiais, à carreira, ao status, ao conforto.
Quando sobra tempo para tudo, menos para Deus. A frieza espiritual não acontece de uma vez. Ela chega devagar, silenciosa, disfarçada de “responsabilidade” ou “compromisso”. Temos tempo para ir ao shopping, atualizar redes sociais, cuidar de negócios, entre outros, mas quando se trata de orar, ler a Bíblia ou servir na igreja, dizemos: “Estou muito ocupado.” É sinal claro de que as prioridades se inverteram.
Imagine um relógio que só tem o ponteiro das horas. Ele se move tão lentamente que ninguém percebe. Assim é a frieza espiritual, uma erosão lenta do fervor, que só se nota quando já estamos distantes da presença de Deus.
O chamado de Jesus, Arrependimento e restauração. Jesus não apenas denuncia a mornidão, Ele oferece cura! “Eis que estou à porta e bato…”. Ele não arromba, Ele espera. Ele chama. Ele deseja reacender o fogo no coração que esfriou.
Queridos. A frieza espiritual causada pela obsessão por coisas materiais é real, silenciosa e destrutiva. Mas Cristo nos convida a trocar riquezas passageiras por tesouros eternos. Ele quer reacender em nós, a paixão pela Sua presença, A alegria da salvação, e a simplicidade da fé.
O que tem ocupado o lugar de Deus em sua vida? O que precisa ser deixado para que o fogo volte a arder? Que possamos renunciar ao excesso para vivermos cheios do Espírito. Em nome de Jesus, amém.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Para acompanhar diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges, se inscreva no Canal Pinho Borges no YOUTUBE.
