Belém guardou no vento um canto de esperança,
e a noite abriu seus braços num silêncio acolhedor;
Belém brilhou no céu como quem jamais se cansa,
e a terra inteira estremeceu ao pressentir o Salvador.
No seio humilde de Maria, repousou a eterna Vida,
e o mundo, por um instante, respirou mais devagar;
no brilho doce de seus olhos, a promessa foi cumprida,
e o céu, vendo o Menino, começou a cantar.
Belém se fez altar na simplicidade do seu chão,
e a luz brotou mansa sobre o estábulo a sorrir;
Belém guardou no peito o mistério da encarnação,
e até o vento parou, querendo ali se reunir.
Do ventre puro emergiu o Deus que tudo encarna,
e a história encontrou seu rumo na fragilidade de um bebê;
do amor que Maria trouxe, nasceu a paz que nunca tarda,
e Belém, para sempre, ensinou o que é renascer.

