Então, vieram as filhas de Zelofeade, apresentaram-se diante de Moisés, dizendo: Nosso pai morreu no deserto, e não estava entre os que se ajuntaram contra o SENHOR no grupo de Corá; mas morreu no seu próprio pecado e não teve filhos. .. Escute a ministração completa, escrita pelo Rev. Pinho Borges, em vídeo/áudio, e/ou leia o texto no Portal Idosonews.com
As filhas de Zelofeade
Queridos. Vou contar a história de uma família que aparece no Livro de Números, capítulo 27, versículos de 1 a 4.
Então, vieram as filhas de Zelofeade, apresentaram-se diante de Moisés, dizendo: Nosso pai morreu no deserto, e não estava entre os que se ajuntaram contra o SENHOR no grupo de Corá; mas morreu no seu próprio pecado e não teve filhos. Por que se tiraria o nome de nosso pai do meio da sua família, porquanto não teve filhos? Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pai.
As pessoas mencionadas no texto são seis: o pai e cinco filhas. Como não há referência à mãe, entende-se que já não existia.
Zelofeade é o patriarca da família e suas filhas se chamam: Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza. Elas são citadas no capítulo 26, durante o recenseamento.
Todos pertencem à tribo de Manassés, filho de José, que contava na época com 52.700 membros.
O pai, sob a liderança de Moisés, saiu do Egito, talvez elas tenham nascido no êxodo, porque ainda estavam solteiras. E certamente cresceram, sob a promessa de um dia possuir uma terra; e agora era uma esperança que estava prestes a se concretizar.
Aguardavam o momento.
À primeira vista a reivindicação deveria ter sido feita antes da lei entrar em vigor. porque depois dela entrar vigor fica mais difícil modificá-la. Até hoje é assim.
Se elas buscassem apoio para suas reivindicações seriam aconselhadas a desistir, elas estavam certas, no momento certo.
Pois no capítulo seguinte, Deus anuncia a morte de Moisés.
Se elas tivessem deixado para depois, na divisão da terra, o substituto de Moisés, talvez não as ouvissem.
Moisés já era idoso quando retirou o povo do Egito, tinha 80 anos, e já se passaram 40 anos que da sua missão.
Ansiosa elas esperavam herdar parte da terra prometida, juntamente com o seu povo vão poder se fixar em um lugar seu, que lhe pertence.
Vão poder arar e cultivar a terra e tirar dela o seu sustento.
Vão poder adorar livremente ao Senhor, que as libertou da escravidão.
Moisés, à frente da Tenda, junto com o sacerdote Eleazar, aguardam sinais de Deus; e de repente aparecem cinco moças, com uma reivindicação estranha: Queremos as terras do nosso pai disseram elas.
Elas colocam Moises numa situação de xeque mate. Como líder, tem que lhes dar uma resposta. Só que a reivindicação delas é muito complicada, pois a lei teria que ser revisada.
Moises poderia ter dito. É a Lei, e deve ser respeitada, mas como um grande líder ele não estava na liderança apenas para fazer cumprir a lei.
Queridos. Um verdadeiro líder não pode cometer ou permitir a injustiça. E nem pode perpetuá-la. Se necessário, precisa revisar e corrigir a Lei quantas vezes for necessário. Moisés ouve o pedido delas e promete consultar ao Senhor.
Diante da situação injusta as filhas foram até Moises e falam corajosamente, sobre a revolta de Coré, Datã e Abirão. E mostrou que seu pai Zelofeade não fez parte dessa revolta.
Quando dizem que o pai morreu no seu próprio pecado, se referem à proibição de entrar na Terra Prometida. Portanto a reivindicação das filhas de Zelofeade exigiu: consciência dos seus direitos, decisão de denunciar a injustiça que seria praticada, e muita coragem.
Na lei as mulheres não tinham direitos a herança. Sem heranças elas seriam condenadas à mendigagem pública sendo órfãs de um pai rico.
Queridos.
O texto bíblico nos diz que Deus autorizou a posse da terra às filhas de Zelofeade. Em todo ou qualquer época injustiça não faz parte da vontade de Deus. Para Ele não há diferença entre as pessoas. Filhos e filhas são iguais.
A verdade é que a Lei foi modificada; os costumes foram mudados.
No livro de Números, o capítulo 36, é dedicado às filhas de Zelofeade, e lemos que outras mudanças foram feitas na lei por causa delas.
A reivindicação foi fundamental, não só para elas, mas todas as mulheres, pois a partir deste evento muitas mulheres foram beneficiadas com a mudança.
Queridos.
Quais lições vêm para nós, deste episódio, ocorrido há mais de 3.000 anos?
É preciso perceber as injustiças ao nosso redor e clamar contra elas.
É preciso crer que os costumes podem ser mudados.
É preciso lutar para atos injustos sejam reformulados.
Os costumes que discriminam têm de ser corrigidos.
As práticas que suprimem direitos têm de ser reformadas.
As Injustiças corrigidas trazem benefícios para todos.
Portanto, não fiquem calados diante de leis injustas.
Áudio ministração do reverendo Pinho Borges.
