Silêncio das Mãos que Trabalharam

No silêncio das mãos que moldaram a vida,
repousa uma história que o tempo guardou,
cada ruga revela batalha vencida,
cada gesto antigo o amor semeou.

Foram mãos que ergueram telhados e sonhos,
que plantaram caminhos no chão do amanhã,
mãos que enfrentaram invernos medonhos,
mas nunca deixaram morrer a esperança vã.

Mãos que embalaram crianças no peito,
que ensinaram coragem na hora da dor,
que mostraram que o bem é sempre o direito,
e que a vida floresce quando há amor.

Hoje repousam serenas e cheias de calma,
como rios tranquilos depois da vazão,
mas carregam guardado no fundo da alma,
mil histórias escritas na palma da mão.

Se parecem quietas, não pense que é fim,
é apenas o tempo colhendo o que deu,
pois cada silêncio que mora ali, enfim,
é memória viva de tudo que viveu.

E Deus, que conhece cada jornada vencida,
guarda com ternura cada missão cumprida,
pois as mãos que serviram com fé nesta vida,
nunca ficam vazias diante do céu.

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