Setembro chega de mansinho, como quem abre a janela e deixa o vento acariciar a alma.
Para quem já coleciona primaveras no coração, o mês não traz apenas flores no jardim — traz também perfumes de memórias, risos guardados e saudades que o tempo não apagou.
No olhar da pessoa idosa, setembro tem o tom da esperança.
O sol parece mais doce, o canto dos pássaros mais vibrante, e cada manhã é um convite para viver de novo — devagar, mas com intensidade.
Quem já atravessou tantos outonos sabe que a vida se renova, e que, mesmo quando as pétalas caem, a raiz da esperança permanece viva.
Setembro é tempo de agradecer. Agradecer pelos caminhos percorridos, pelas mãos que se tocaram, pelos abraços que ficaram na memória.
É tempo de colher o que se plantou com fé e semear, com sabedoria, o que ainda florescerá.
Porque envelhecer não é perder a juventude, é transformá-la em experiência. É saber que cada ruga guarda uma história e cada silêncio, um aprendizado.
E assim, setembro se torna poesia: Um mês que sopra no coração da pessoa idosa um lembrete suave — sempre é tempo de florescer.
Matéria produzida pelo Núcleo de Produção da Repapi para o Portal Idosonews.com
