Queridos. Na 2ª Carta de Pedro 1, versos 3 e 4, o apóstolo Pedro nos conduz, a uma verdade profunda e consoladora. Deus já nos deu tudo o que precisamos para uma vida plena e santa. Ele não nos chamou para caminhar inseguros, temerosos, ou sem direção. Pelo contrário, a segurança eterna começa no caráter de Deus, continua na obra de Cristo, e se manifesta nas promessas que Ele nos entregou.
A maior doação, Jesus, nosso poder eterno. No verso 3, Pedro afirma que o “divino poder” de Cristo nos foi dado. Não é um poder humano, frágil ou limitado, mas um poder que jamais pode ser derrotado. O amor humano falha, muda, cansa; já o amor de Cristo permanece invicto, mesmo diante da dor, da cruz e da morte.
Imagine, alguém tentando remar contra a correnteza de um grande rio com uma canoa furada, é assim que vivemos sem Cristo, sempre remendando forças e sentimentos. Mas quando Cristo entra no barco, Ele não conserta apenas a canoa, mas Ele acalma o rio.
Jesus, é a nossa grande generosidade. Pedro declara que, em Cristo, recebemos “tudo o que diz respeito à vida e à piedade”. Ele não nos oferece uma religião pesada e cansativa; Ele nos concede vida em abundância. Quando Cristo disse, “Eu sou a vida”, Ele estava afirmando que somente com Ele conseguimos viver, como deveríamos viver, com propósito, paz e significado.
É como alguém que recebe não apenas a chave da casa, mas também luz, água, móveis e segurança. Jesus não entrega migalhas; Ele entrega plenitude.
As preciosas promessas que nos sustentam estão no verso 4. Desde o Éden, passando por Abraão e pelos profetas, as promessas de Deus apontam para uma verdade, quem tem Cristo tem acesso às promessas. A Bíblia diz “todo aquele.”, Pedro nos lembra, que essa palavra também é para nós.
Muitas vezes vivemos como alguém que possui um cofre cheio de tesouros, mas o deixa fechado por medo de abrir. Cristo, porém, nos convida a viver na certeza da herança que Ele já garantiu.
Jesus, é o nosso libertador. No tempo de Pedro, havia os antinomianos, que torciam a graça para justificar pecados. Afirmavam que, se a graça era grande, o pecado apenas ajudava a multiplicá-la. Mas, Pedro afirmava o contrário, Cristo não apenas perdoa o pecado, Ele quebra o domínio do pecado.
Com Cristo, o desejo de pecar perde força. Vivemos num mundo corrompido, mas não somos mais escravos dele. É como alguém que morava numa casa cheia de fumaça e finalmente respira ar puro, depois disso, nunca quer voltar para a fumaça.
Somos participantes da natureza divina. Pedro usa uma expressão forte, “participantes da natureza divina”. Os pagãos acreditavam que o homem já era divino por si mesmo, mas a própria vida desmente isso, pois carregamos culpas, falhas, frustrações e limitações. Apenas Cristo pode elevar o homem ao que ele deve ser.
Jesus não nos transforma em deuses, mas nos torna participantes de sua vida, uma vida que traz plenitude. Isso não é obra humana; é obra da graça.
Queridos. A escada da virtude é o nosso caminho de crescimento. Para participar dessa vida plena, Pedro nos mostra virtudes que devem ser cultivadas, como degraus de uma escada que nos aproxima mais de Cristo,
A Fé é o início de tudo, ela é o dom que nos firma na verdade. O Conhecimento, para discernir e agir sabiamente. O Domínio próprio, para que a liberdade não vire tirania. A Paciência, que transforma dificuldade em maturidade. A Piedade, que é o amor a Deus que transborda em serviço ao próximo. O Amor fraternal, que reflete o próprio amor de Cristo.
A segurança eterna não está em nossos méritos, mas naquele que nos chamou. Se temos Cristo, temos tudo. E com Ele, subimos cada degrau em direção à vida abundante que Ele prometeu. Amém.
