Nas trilhas do passado, Maria Fumaça a deslizar,
Um elo entre cidades, a saudade a relembrar.
Pelos trilhos de memórias, o tempo a ecoar,
Histórias entrelaçadas, como fios a se entrosar.
Maria, a vapor, com seu fumo a dançar,
Cruzava vales e montanhas, a encantar.
Sua chaleira assobiando, melodias a sussurrar,
O coração das cidades, a pulsar.
Pelos campos verdejantes, onde a linha se estendia,
Maria Fumaça tecia laços, na nostalgia se perdia.
Pelas estações, risos e lágrimas se misturavam,
O trem da vida, lembranças que não se apagavam.
Ao partir de manhã cedo ou ao cair da noite,
Maria Fumaça, testemunha de cada açoite.
No apito, um lamento, um adeus a soar,
Mas no coração das cidades, a esperança a brotar.
Em cada estação, rostos a se despedir,
O vapor a esconder lágrimas a fluir.
Em seus vagões, sonhos a viajar,
No eco dos trilhos, a saudade a ecoar.
Hoje, silêncio domina onde o apito soava,
Maria Fumaça, lembranças que ficavam.
Mas nos corações, o eco persiste a vibrar,
Histórias entrelaçadas, no tempo a perdurar.
