Quando a Solidão Grita e a Dor se Torna Pão

“Sou como o pelicano no deserto, como a coruja das ruínas. Não durmo e sou como o passarinho solitário nos telhados. Os meus inimigos me insultam a toda hora; furiosos contra mim praguejam com o meu próprio nome. Por pão tenho comido cinza e misturado com lágrimas a minha bebida.” (Salmo 102.6-9).

Queridos. Essas palavras tão fortes revelam a profundidade da dor humana. O salmista se sente isolado como um pelicano perdido no deserto, como uma coruja solitária entre escombros, imagens que expressam o vazio, o abandono, a sensação de ser esquecido e deslocado.

A insônia consome suas noites, e até o alimento diário se torna amargo, regado de lágrimas e tristeza. É uma alma em pranto, cercada por zombadores, marcada pelo sofrimento.

Essa descrição, embora antiga, ecoa com muita verdade nos corações de muitos idosos, viúvos, enfermos, ou pessoas que vivem em silêncio suas lutas. É comum, em determinadas fases da vida, experimentar essa sensação de invisibilidade ou abandono, mesmo estando cercado de gente. Mas o que fazer diante desse quadro?

1º. Reconhecer a dor, sem se afundar nela.Deus não despreza o coração quebrantado. A Bíblia não esconde o sofrimento humano, pelo contrário, ela o acolhe e o transforma em oração. O lamento do salmista é um clamor. Ele não se cala, ele ora, mesmo em meio à dor. Essa é a chave, transformar a solidão em diálogo com Deus.

2º. Entender que mesmo na ruína, Deus está presente.O pelicano está no deserto, a coruja nas ruínas, o passarinho no telhado, mas Deus continua sustentando a vida de cada um. Não estamos sozinhos. A presença de Deus nos acompanha nos vales mais escuros, nos telhados mais altos e silenciosos.

3º. Usar o tempo de dor como tempo de construção.A solidão pode ser um tempo fértil para refletir, orar, escrever, restaurar a alma. Quando transformamos nossas lágrimas em oração e nossos dias em testemunho, damos sentido àquilo que parecia apenas sofrimento.

Queridos. Se hoje você se sente como um pelicano no deserto ou uma coruja entre ruínas, lembre-se, o mesmo Deus que ouviu esse clamor há séculos continua ouvindo hoje. Ele transforma cinzas em esperança, lágrimas em sementes, telhados solitários em lugares de reencontro com a Sua graça. Amém.

Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Para acompanhar diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges, se inscreva no Canal Pinho Borges no YOUTUBE.

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