Perseverar no Senhor. Quando a tribulação gera…

Perseverar no Senhor. Quando a tribulação gera esperança. O apóstolo Paulo, na Carta aos Romanos capítulo 5, verso 3, nos apresenta um paradoxo que desafia a lógica humana, gloriar-se nas tribulações.

Não porque a dor seja boa, mas porque Deus é poderoso para transformar aquilo que nos fere em instrumento de crescimento espiritual. Romanos 5, Paulo revela um caminho espiritual que todos nós percorremos. tribulação, perseverança, experiência e esperança. Esses elementos não são exceções na vida cristã; são parte do processo de amadurecimento em Deus.

A tribulação não nos destrói, nos forma. A tribulação chega para todos. Ela não escolhe idade, tempo de fé ou posição na igreja. Pode vir na forma de enfermidade, perda, perseguição, crises familiares ou espirituais. O diferencial não está em evitar a tribulação, mas em como reagimos a ela.

É como o ouro que passa pelo fogo; o fogo não cria o ouro, mas revela sua pureza. Da mesma forma, a tribulação revela onde está nossa confiança. Quando permanecemos no Senhor, ela deixa de ser um peso que nos paralisa e passa a ser um instrumento que nos molda.

A perseverança sustenta quem decide continuar. Paulo afirma que a tribulação produz perseverança. Perseverar é decidir continuar mesmo quando não entendemos tudo. É orar quando a resposta não vem, é permanecer fiel quando o cenário é desfavorável, é continuar crendo quando as emoções falham.

Por exemplo, quem planta não colhe no dia seguinte. É preciso esperar, cuidar, regar e confiar no processo. Assim também é a vida espiritual. A perseverança nos mantém firmes até que o propósito de Deus se revele.

A experiência gera maturidade espiritual.A perseverança gera experiência. Não se trata apenas de conhecimento teórico, mas de vivência com Deus. Quem atravessa lutas com o Senhor sai diferente. Passa a conhecer Deus não apenas pelo que ouviu falar, mas pelo que experimentou. A Igreja primitiva vivia essa realidade. Perseverava na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Por isso, era uma igreja cheia do Espírito Santo, marcada pelo sobrenatural e pela esperança viva.

A esperança que não decepciona.O resultado desse processo é a esperança. Não uma esperança frágil, baseada em circunstâncias, mas uma esperança sólida, firmada no amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. Essa esperança não decepciona porque não está apoiada em homens, recursos ou situações, mas no caráter fiel de Deus. Mesmo em meio às lutas, ela nos mantém de pé, olhando para frente, certos de que Deus está agindo.

Queridos.  Resgatar esse princípio é urgente para a Igreja de hoje. Precisamos voltar a perseverar no Senhor em todas as áreas; na Palavra, na comunhão, na mesa, e na oração. Tribulações continuarão existindo, mas, em Cristo, elas se transformam em caminhos de crescimento, maturidade, e esperança. Perseverar no Senhor não nos livra das lutas, mas nos garante que jamais caminharemos sozinhos.

Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual.
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