Queridos. A Bíblia nos apresenta duas celebrações marcantes, a Páscoa de Moisés e a Ceia do Senhor instituída por Jesus. Elas estão separadas por séculos de história, mas unidas por um mesmo tema, libertação, e nova vida. Uma fala de livramento físico; a outra, de libertação espiritual. Em ambas, há a presença do cordeiro, figura central do plano de Deus para salvar o seu povo.
Para quem já viveu muitos anos, a palavra “libertação” tem um sabor especial. Ao longo da vida, todos já experimentamos momentos de escravidão, seja de preocupações, doenças, tristezas ou até de hábitos que não agradavam a Deus. Mas também já vimos o Senhor agir, abrindo caminhos e renovando a esperança.
A Páscoa Judaica, Libertação Física, está registrada no livro de Êxodo 12, versos de 1 a 28. No Egito, cada família hebréia, sacrificou um cordeiro, comeu sua carne e marcou os umbrais da porta com o seu sangue. Assim, foram poupados do anjo da morte e libertos da escravidão.
Isso, lembra um idoso que viveu nos tempos de guerra, ou de escassez, e que lembra do dia em que pôde voltar para casa, livre e seguro. A sensação de alívio e gratidão é uma pequena amostra do que o povo de Israel sentiu ao sair do Egito.
A Ceia do Senhor, é a Libertação Espiritual conforme escreveu Paulo aos corintios. Séculos depois, do êxodo hebraico, Jesus, o Cordeiro de Deus, foi imolado não para libertar da escravidão física, mas do peso do pecado e da condenação eterna. Na cruz, Ele derramou Seu sangue para que pudéssemos ter vida nova.
Essa libertação nos lembra alguém que passou a vida inteira carregando um fardo pesado nas costas. Um dia, encontra alguém que o ajuda a retirar aquele peso. Assim é Jesus, Ele tira o peso da culpa e coloca sobre nós um jugo suave, e um fardo leve.
Nossa Páscoa é a Passagem para a Nova Jerusalém. Hoje, nossa “travessia” não é do Egito para Canaã, mas deste mundo para a eternidade com Cristo. Participar da Ceia não é apenas comer pão e beber vinho, mas renovar a comunhão com o Salvador. Na cultura judaica, acreditava-se que “você é o que come”. Ao participarmos da Ceia, lembramos que precisamos assimilar a vida de Cristo, não fisicamente, mas espiritualmente, de modo que Ele viva em nós e nós nEle.
Assim como um fruto absorve a seiva da árvore e dela tira a vida, nós, ligados a Jesus, recebemos dEle força, caráter e direção. Amém
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.
