Os três inimigos do coração. Por que o amor ao mundo nos afasta de Deus. 1ª João 2, versos 15 e 16. Queridos.
O apóstolo João faz uma das declarações mais sérias das Escrituras. “Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.” Isso revela que existe uma incompatibilidade espiritual. O coração humano não foi criado para amar a Deus e, ao mesmo tempo, viver dominado pelo sistema do mundo.
João explica que tudo o que há no mundo se resume a três forças poderosas, que agem como inimigos silenciosos da alma. A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida. A palavra concupiscência vem do grego, e significa desejo intenso, um impulso que domina a vontade.
1º. A concupiscência da carne leva o corpo a governar a alma.Em outras palavras. A concupiscência da carne representa os desejos desordenados que nascem dentro de nós. Não são apenas necessidades naturais, mas desejos que perdem o controle, e passam a controlar a pessoa. É como um cavalo forte sem rédeas. Ele tem força e utilidade, mas, sem direção, torna-se perigoso. Assim são os desejos sem o governo do Espírito.
Quantas vidas e quantas vidas, têm sido destruídas porque a pessoa vive, apenas para satisfazer seus impulsos? O prazer momentâneo cobra um preço duradouro, e quando a carne governa, a alma sofre.
2º. A concupiscência dos olhos transforma o olhar na porta para o pecado.Os olhos são uma porta poderosa. O que vemos influencia o que desejamos. A concupiscência dos olhos é aquele desejo que nasce da comparação, da inveja e da cobiça. É como uma pessoa que está satisfeita com o que tem, até começar a olhar constantemente para o que os outros possuem. De repente, o contentamento desaparece, e nasce a insatisfação.
O problema não é apenas possuir, mas desejar aquilo que Deus não nos deu.Os olhos alimentam o coração. E um coração mal alimentado perde a paz.
3º. A soberba da vida acontece quando o eu ocupa o lugar de Deus.Aqui está o nível mais profundo do problema. A soberba da vida é o orgulho que transforma o próprio eu em objeto de adoração.
O termo arrogância defini pretensão, e exaltação pessoal. É a pessoa que mede seu valor pelo que possui. É quando o dinheiro, a posição social, e aparência se tornam instrumentos de auto-glorificação. Assim, como alguém que sobe em um pedestal para ser visto por todos, mas vive com medo de cair, porque sua segurança depende da opinião das pessoas.
A soberba afasta o homem de Deus, e o aproxima da solidão espiritual. Quem vive para si mesmo esquece de viver para Deus e para o próximo.
Concluindo. Esses três inimigos continuam ativos hoje. A carne diz. “Satisfaça-se.” Os olhos dizem. “Deseje mais.” O orgulho diz. “Exalte-se.” Mas Deus diz. “Negue-se.” O mundo alimenta o ego. Deus alimenta a alma. O mundo produz aparência. Deus produz transformação.
A grande pergunta é. Quem governa o nosso coração? Porque onde o amor ao mundo domina, o amor do Pai não habita. Mas onde Deus reina, o mundo perde o seu poder. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges. Locução Fábio Virtual.
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