Os Pacificadores

Mateus 5, verso 9 – “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.”

Queridos irmãos e irmãs, Jesus nos mostra, no Sermão do Monte, uma bem-aventurança que precisamos redescobrir em nossos dias: “Bem-aventurados os pacificadores”.

Vivemos em um mundo onde a violência, as discussões e a falta de compreensão se multiplicam. Mas Jesus nos lembra que a verdadeira felicidade não está em vencer debates, mas em semear paz.

Hoje quero destacar três lições importantes desse ensinamento de Cristo.

1ª lição. O verdadeiro sentido da paz –No hebraico, a palavra shalom não significa apenas “ausência de guerra”. Ela significa plenitude de vida, bem-estar, saúde, alegria, comunhão e prosperidade. Quando um judeu encontra outro e diz “Shalom”, ele está desejando não apenas que os problemas acabem, mas que a vida do outro seja completa em todas as áreas.
É como quando uma avó ou avô ora pelos seus filhos e netos. Ele não pede apenas que fiquem livres de doenças ou perigos, mas deseja que tenham saúde, alegria no lar, um bom futuro e a presença de Deus. Isso é shalom, isso é paz bíblica.

2ª Lição. Fazer a paz é diferente de apenas amar a paz –Jesus não disse: “Bem-aventurados os que gostam da paz”, mas sim: “Bem-aventurados os pacificadores.” Muitos amam a paz, mas não sabem promovê-la. Outros fogem dos problemas pensando que isso é paz, mas na verdade deixam a confusão aumentar. O pacificador não é alguém passivo, mas alguém ativo, que toma atitude para aproximar, reconciliar e construir relacionamentos.
Um idoso contou que, em sua rua, dois vizinhos brigaram por causa de uma árvore que derrubava folhas no quintal. A briga só aumentava, até que alguém se ofereceu para varrer as folhas todos os dias, mesmo sem ser dono da árvore. Esse gesto simples acabou com a discussão e trouxe amizade de volta. Esse é o papel do pacificador: transformar conflito em oportunidade de união.

3ª lição. Chamados filhos de Deus –Jesus conclui: “porque eles serão chamados filhos de Deus.” Na cultura hebraica, quando se queria falar da qualidade de uma pessoa, dizia-se “filho de…”. Por exemplo: Barnabé foi chamado filho da consolação porque sua vida trazia consolo. Assim, o pacificador é chamado filho de Deus, porque reflete o caráter do Pai, que é Deus de paz. Paulo escreveu.  “E o Deus de paz seja com todos vós.”  “Vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.”

Deus mesmo é o maior pacificador. Ele enviou Jesus para fazer a paz entre nós e Ele, através da cruz. Quando promovemos paz, estamos apenas imitando nosso Pai.

Muitos de nós, pela experiência de vida, já vimos discussões familiares, brigas por herança, desentendimentos entre filhos e netos. Nessas horas, Deus nos chama para sermos pacificadores. Com palavras mansas, com uma oração, com um conselho cheio de amor, podemos apagar um incêndio que destruiria relacionamentos. Nossa idade nos dá autoridade para sermos pontes, e não muros.
Exemplo simples: Uma avó que, ao ver dois netos brigando por um brinquedo, não apenas toma o brinquedo, mas ensina a importância de dividir e de amar. Isso é semear paz.

Queridos. Que cada um de nós, em nossa família, na igreja e na comunidade, seja lembrado como alguém que promoveu reconciliação, união e amor. Pois ser pacificador é viver como verdadeiro filho de Deus. Amém.

Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.

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