O Cântaro abandonado

O cântaro abandonado. João capítulo 4. verso 28. lemos: “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro e foi à cidade”. Queridos. Jesus passou um bom tempo conversando com a mulher samaritana… Escute a ministração completa, escrita pelo Rev. Pinho Borges, em vídeo/áudio, e/ou leia o texto no Portal Idosonews.com

O cântaro abandonado – João capítulo 4. verso 28. lemos: “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro e foi à cidade”.

Queridos. Jesus passou um bom tempo conversando com a mulher samaritana. Quem era essa mulher? Sabemos pouco de sua vida. Sabemos que foi ao poço buscar água, e ali Jesus começou a dialogar com ela; e dessa conversa a samaritana aderiu o plano redentivo de Jesus.
Aliás, conversa e adesão andam de mãos dadas.
Quando você estiver conversando com alguém, pense na possibilidade da conversa promover uma adesão a Jesus.
Depois de fazer várias perguntas a Jesus, e se convencer de que ele era mesmo o Salvador do mundo, a mulher deixou o cântaro de lado, e foi à cidade falar sobre Ele.
Quais lições aprendemos com o gesto da mulher samaritana?

Deixar o cântaro significa pensar na felicidade dos outros.
Se a mulher fosse egoísta, poderia ter pensado: “Que bom que encontrei Jesus! Estou salva! Jesus é maravilhoso”; mas Jesus não é só maravilhoso só para ela; Ele é maravilhoso para as outras pessoas.
A mulher samaritana é uma mulher sofrida por conta dos problemas pessoais; hoje a chamariam de uma mulher “mal-amada”.
Havia trocado de marido como se troca de roupa. Ela vivia buscando a verdadeira felicidade, por isso trocava de marido constantemente, por achar que a felicidade vem de fora; certamente procurava um marido perfeito, que a compreendesse, que a fizesse se sentir feliz.
E o que conseguiu? Um acúmulo de frustrações. Devia pensar: “Esses homens são todos iguais!”.
Ela já devia estar cansada dessa vida. Por isso se tornou uma pessoa amarga.
Ela foi grossa com Jesus, quando ele lhe pediu água para beber? (João capítulo 4. verso 9); quando nos sentimos infelizes, agredimos a todos em nosso redor, mas, ela encontra Jesus, e conversando com ele, ela se reconcilia com a vida.
É o fim da grosseria, dos preconceitos, e das amarguras.
Imagino a alegria dela indo à cidade para falar as pessoas sobre Jesus, e “trazê-las” para a presença do Mestre.
No Antigo Testamento, um episódio parecido. Está em 2º Reis capítulo 7, verso 3. As cidades antigas eram muradas. Os sírios vieram, e cercaram Samaria, capital de Israel. Ninguém entrava, ninguém saía. Quando se diz “ninguém entrava”, quer dizer que comida também não entrava. Resultado. Já havia judeu comendo os próprios filhos (2º Reis capítulo 6, verso 28).
Pode imaginar miséria maior? Pois bem, havia uma lei que dizia que os leprosos não podiam morar dentro das cidades (Levítico capítulo 13, verso 46). E do lado de fora de Samaria viviam 4 leprosos, que também estavam sem comida.
E, tomaram uma decisão arriscadíssima. Pensaram: A gente podia se entregar aos inimigos, os sírios. Se eles nos matarem… bem, a gente já ia morrer mesmo de fome! Se nos pouparem, então viveremos (2º Reis capítulo 7, verso 4).
E em conjunto arrastaram-se para o suicídio, entregando-se.
Quando chegaram aonde os sírios estariam, notaram que não havia exército nenhum cercando a cidade; os sírios fugiram, deixando tudo para trás: comida e armas.
Os leprosos comeram até cair. Encheram os bolsos, e sacolas, tudo o que tinham. Pensaram: A gente se deu bem na vida. Mas, de repente, pensaram na miséria que havia dentro da cidade. E, tomaram outra decisão: comunicar que ninguém precisava morrer de fome lá dentro, porque não havia inimigo nenhum lá fora.
E foi um dia de muita festa em Israel. Foi mais ou menos isso que a mulher samaritana fez: Jesus é água boa demais para saciar apenas a sua sede.
Jesus é pão nutritivo demais para matar apenas a sua fome. Por que não levar Jesus aos outros? Por que não trazer os outros a Jesus? Foi o que ela fez.

Deixar o cântaro significa vencer os obstáculos à evangelização.
Por que pôs ela o cântaro em um lugar? Será que não dava para ela correr à cidade com o cântaro às costas? Não temos as dimensões do cântaro. Mas ela não iria andar de casa à fonte para transportar uma latinha de água; devia ser grande o cântaro.
E, assim sendo, o cântaro seria um obstáculo à corrida que ela teria que dar para ir à cidade chamar as pessoas.
Queridos. Qual é o seu cântaro? Timidez? Vergonha do evangelho? Gagueja ao falar de Jesus? Moisés era assim, mas a experiência dele, nos ensina que para vencer a timidez, o melhor remédio é ter intimidade com Deus. Moisés transformou o Monte Sinai em lugar de oração, e ali ficava dias e dias.
O mesmo aconteceu com Pedro e João. Os juízes “vendo a intrepidez de Pedro e João… reconheciam que haviam eles estado com Jesus” (Atos capítulo 4 verso 13).
O segredo da coragem é estar com Jesus.
Ore especificamente pedindo a Deus intrepidez, que é o contrário de timidez; Paulo fazia isso sempre.
Quando ele estava preso, escreveu a carta aos efésios. Se eu estivesse preso, acho que eu oraria pedindo a Deus liberdade. Paulo não. Ele pediu que os efésios orassem por ele. “para que lhe fosse dada a palavra, no abrir da minha boca, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho” (Efésios capitulo 6. verso 19).
Curioso. Foi preso porque pregara o Evangelho. E agora, pede oração para ter ainda mais ousadia para pregar. Paulo deixou de lado o cântaro da sua liberdade pessoal para poder anunciar Jesus aos homens.
Qual é o seu cântaro? É a falta de tempo? É crise de agenda? Deixe-me dizer-lhe uma coisa: Não há item mais importante em nossas agendas do que falar de Jesus.
Não há assunto mais importante que esse. A salvação dos pecadores é tarefa urgente. Não se pode omitir a felicidade da salvação aos homens.
Peça a Deus, que reestruture o seu programa de cada dia, de modo que você possa falar de Cristo a alguém. Abandone logo o cântaro da agenda superlotada.

Deixar o cântaro significa fazer do Reino de Deus a prioridade da vida.
A mulher samaritana se identificou de imediato com os ideais de Jesus. ” Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas capítulo 19, verso 10).
Quando pensou no seu povo, ela se lembrou que ele estava perdido. E Jesus estava ali para salvá-lo. Ir à cidade e chamar as pessoas tornou-se, portanto, para ela a coisa mais importante a fazer na sua vida.
Será que ela não tinha casa para cuidar? Tinha! Mas a casa podia esperar. Falar de Jesus era a tarefa mais urgente de sua vida.
Será que em sua casa não havia ficado uma pia lotada de louça à espera da água que fora buscar? Talvez! Mas ainda assim, a louça podia esperar; seu povo, não. Quem sabe um tanque cheio de roupa suja!!! Tudo isso agora era secundário.
No Brasil, hoje, precisamos de homens, mulheres, jovens e adolescentes, que deixem de lado os seus cântaros, e encham suas almas de amor aos perdidos.
Foi o amor de Deus que nos fez se envolver com a obra dele.
Quero concluir dizendo. O evangelista Billy Graham contava uma história que um jovem membro de igreja, faltava aos cultos. Aparecia de vez em quando; ia em época de conferências, Natal, Páscoa. Um dia, o pastor procurou o jovem para conversar. Na conversa, lhe perguntou por que ia tão pouco aos cultos. O jovem respondeu que não tinha tempo. É o trabalho; é o trânsito; os estudos, e desfiou um rosário de explicações que não justificava sua falta.
Um dia, o jovem ocupadíssimo arranjou uma namorada.
Apaixonou-se perdidamente. E agora tinha tempo para estar com ela.
Para a igreja, ele não tinha tempo, mas para a namorada sim.
Sabe qual é a diferença? Billy Graham explicava: Foi o amor.
A gente sempre acha tempo para aquilo que a gente ama.
Eu não tenho dúvida sobre isso!
Peça a Deus que inunde o seu coração de amor pelos perdidos.
Pois o amor é o combustível que fará você sair correndo para contar aos outros quem é Jesus e o que ele faz.
Queridos. Deixem os seus cântaros; e corram a cidade, para falar de Jesus, aos pecadores. Amém.
Áudio ministração do reverendo Pinho Borges

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