O amor que desceu do céu para salvar o mundo.

João 3,16. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna.

Queridos!  O mundo dos homens alienado de Deus, e condenado pelo pecado, recebeu algo que jamais poderia produzir por si mesmo, a vida eterna. Essa salvação não nasce do mérito humano, mas brota do dom supremo do amor de Deus. Em um cenário de escuridão espiritual, Deus age movido por amor, oferecendo redenção àqueles que estavam perdidos. A história da salvação é, antes de tudo, a história de um Deus que ama, busca e restaura.

A força motriz da salvação é o amor. O amor é a fonte dinâmica da criação e da redenção. Deus cria porque ama e salva porque continua amando. Aqui encontramos o verdadeiro teísmo, Deus não abandonou sua criação após a queda, mas permanece interessado nela, olhando para o homem com o mesmo amor com que o criou no princípio. Assim como uma mãe não deixa de amar o filho mesmo quando ele erra, Deus continua voltado para a sua criatura, desejando restaurá-la. Esse amor divino nos chama a responder com amor a Deus, não por obrigação, mas por gratidão.

Deus reinicia a sua obra por meio de Cristo. O plano de Deus vem desde a eternidade.  Embora tenha sido maculado pelo pecado humano, jamais foi anulado. Em Cristo, Deus reinicia a sua obra redentora. O que foi perdido no Éden começa a ser restaurado no Calvário. É como um artesão que não descarta sua obra danificada, mas decide restaurá-la com ainda mais cuidado.

Em Jesus, Deus demonstra que o pecado não teve a palavra final. O mediador é o Filho Unigênito. O Filho Unigênito, o bem-amado de Deus, o Logos Eterno, é o mediador dessa salvação. Por meio dele, o mundo miserável pôde novamente contemplar a luz divina. O verdadeiro amor consiste em dar, e Deus deu o que tinha de mais precioso, seu único Filho. Cristo viveu entre pecadores, assumiu a natureza humana, e morreu pelos homens.

Assim, como um médico que entra em uma área contaminada para salvar os doentes, Jesus se aproximou da nossa miséria para nos curar. O destinatário do amor é o mundo. Não o mundo material, mas o mundo espiritual caído, marcado pela desgraça do pecado. Deus não amou apenas um grupo seleto, mas o mundo inteiro. Seu amor é amplo, alcançador e inclusivo, ainda que exija uma resposta pessoal de fé. O beneficiário é todo aquele que crê.

A graça de Deus alcança todos, mas se torna eficaz na vida daqueles que creem. Somos regenerados em Cristo Jesus, e somente por meio dele, contemplamos a verdadeira luz. Cristo é a fonte da vida eterna e o objeto da nossa fé.

Crer é confiar plenamente nesse amor que salva. O galardão é a vida eterna. No aspecto terreno, a vida eterna já começa aqui, através da transformação de vida, da comunhão com Cristo, e da participação na sua plenitude.  No aspecto celestial, ela se consuma na glorificação da alma, e na plena participação na imagem do Logos eterno.

Queridos, a encarnação do Logos é o primeiro passo para compreendermos o verdadeiro sentido do amor de Deus. Deus entrou na história para revelar seu amor e oferecer salvação em Cristo Jesus.

Na sequência podemos afirmar que o Natal aponta para a cruz, e a cruz aponta para a vida eterna. Diante de tamanho amor, resta-nos crer, receber e viver para a glória de Deus. E agora, com alegria no coração, recebam a bênção para este dia.

Que a Trindade Santa te abençoe de forma plena e constante. Cristo com sua graça redentora e salvadora, Deus Pai com seu amor paternal e eterno, e o Espírito com sua comunhão viva e transformadora. Amém.

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