O Amor na Maturidade

No crepúsculo da vida, onde o sol já declina,
Desperta o amor, maturidade divina.
Caminham juntos, mãos entrelaçadas,
Histórias vividas, almas apaixonadas.

No espelho do tempo, rugas contam contos,
De amores vividos, como doces momentos.
Não mais impulsos frenéticos da juventude,
Mas sim, calmaria, serenidade, virtude.

O amor na maturidade é como vinho raro,
Que envelhece, amadurece, torna-se mais claro.
É a cumplicidade, o olhar que compreende,
É a chama que persiste, que nunca se rende.

Nas mãos que já conheceram tempestades,
Há a ternura que transcende as vaidades.
Nos olhos que viram muitas primaveras,
Brilha a luz de almas sábias, verdadeiras.

Juntos enfrentam os dias, sejam quais forem,
Com a solidez que apenas o tempo desdobra.
É o abraço que acalenta, a palavra que acalma,
É a promessa silenciosa, que nada desfaz.

No outono da vida, o amor floresce pleno,
Em cada gesto, em cada olhar, no sereno.
É a sinfonia dos anos que se harmoniza,
Na melodia suave da paz que eterniza.

Assim, o amor na maturidade é poesia,
Escrita nas linhas da experiência, com maestria.
É a dança tranquila de dois corações,
Que encontram na serenidade suas canções.

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