“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mateus 27, verso 46. O abandono que gerou reconciliação. Queridos. Essa frase está profundamente ligada à quarta palavra da cruz, registrada em Mateus 27, verso 46 e Marcos 15, verso 34. “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Essa é, sem dúvida, uma das palavras mais misteriosas e profundas ditas por Jesus na cruz.
O peso do pecado sobre Cristo.Na cruz, Jesus não estava apenas sofrendo fisicamente. Ele carregava todo o peso do pecado da humanidade sobre si. Como diz Isaías, “O Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”
E como afirma 2ª Coríntios, “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós…”
Esse “peso” era mais do que dor: era o juízo, a culpa, a condenação. Ele experimentou o horror do pecado que nunca cometeu, para que nós tornássemos livres. Naquele momento, Ele se tornou o Cordeiro substituto.
Nosso pecado não é leve. Custou o sofrimento do Justo pelos injustos. Mas também, nossa salvação está garantida porque Ele carregou tudo.
A separação temporária do Pai.Ao clamar “por que me desamparaste?”, Jesus expressa a ruptura momentânea na comunhão com o Pai, por causa do pecado que Ele assumiu em nosso lugar.
Essa separação não foi uma quebra da Trindade, mas uma experiência real de abandono, para que nós nunca mais sejamos abandonados. Foi o silêncio do céu diante da justiça sendo satisfeita.
Jesus, que sempre viveu em perfeita comunhão com o Pai, experimenta agora o que é estar separado, para que você e eu possamos viver eternamente ligados a Deus.
Ele foi separado para que sejamos acolhidos. Ele ficou só, para que nunca mais estejamos sós.
O clamor de um Filho fiel. Mesmo sentindo o abandono, Jesus ainda clama: “Deus meu, Deus meu…”. Ele não diz “meu Pai”, mas ainda diz “meu Deus”. Isso mostra fé e fidelidade mesmo na angústia mais profunda. Ele cita o Salmo 22, que começa com esse clamor, mas termina com confiança e vitória.
Jesus é o Filho fiel até o fim. Ele nos ensina que mesmo quando não entendemos, mesmo quando tudo parece escuro, a fé continua orando, clamando e confiando.
A fidelidade de Cristo nos inspira a manter a fé mesmo nas noites escuras da alma. A oração sincera em meio ao sofrimento é ouvida por Deus.
É como um bombeiro entra num prédio em chamas, isolado do mundo exterior, para salvar uma criança. Ele sente o abandono, mas está cumprindo uma missão de resgate.
Cristo foi abandonado para que sejamos reconciliados com Deus. Nas nossas aflições, podemos clamar como Ele clamou. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual/ Acompanhe diariamente no youtube, as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges, no Canal Pinho Borges.
