Salmo 23. “…e habitarei na casa do Senhor por longos dias.” Meus irmãos e irmãs queridos, especialmente vocês que já percorreram longas estradas, que já viram muitos amanheceres e presenciaram entardeceres cheios de saudade.
Hoje, quero falar sobre o porvir. Sobre o lar eterno, sobre uma promessa que não envelhece, que não sofre com a ferrugem do tempo: “E habitarei na casa do Senhor por longos dias.”
A eternidade. a casa onde o tempo não manda. Este versículo é como uma janela aberta para o infinito. Davi, no fim do seu salmo, olha para frente e diz: “Habitarei…” Ele não fala de uma visita. Ele fala de morada. É um lar, um pouso definitivo, uma pátria que não passará.
Pedro nos explica em 1ª Pedro 1, verso 4. “Uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós.” Essa herança é como um jardim que nunca seca, Como uma estrela que nunca apaga, ou Como uma canção que nunca se cala.
Uma senhora plantou uma roseira em seu jardim, já aos 85 anos. Alguém lhe perguntou: Acha que vai viver para ver essas rosas crescerem? Ela respondeu: Talvez não, mas sei que flores virão. Essa é a esperança cristã. Mesmo que nossos olhos se fechem aqui, abriremos em um lugar onde as flores não murcham.
A esperança é a âncora da alma. No mar da vida, cheio de marés altas e tempestades da idade, é a esperança que nos mantém firmes. Hebreus 6, diz: “Temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura.” A esperança não é um desejo vago, ela é certeza plantada em solo eterno. É como uma bússola que aponta sempre para casa, mesmo quando a névoa da velhice parece nos confundir.
Certa vez, um senhor cego disse: Sei que estou perto do céu. O mundo está ficando cada vez mais apagado. Ele via com os olhos da alma aquilo que o corpo já não podia ver. A esperança é assim clareia o invisível.
A casa do Senhor é o nosso destino. Meus irmãos idosos, já moramos em muitas casas: na casa da infância, com cheiro de bolo e cantigas antigas. na casa da juventude, com filhos e trabalhos, na casa da velhice, mais silenciosa, mas cheia de memórias. Mas há uma casa que ainda nos aguarda. A casa do Senhor! Ali, não há dor nas juntas, nem falta de ar, nem olhos cansados. Ali, os relógios não contam o tempo porque o tempo não tem mais fim.
Lembra-se de quando éramos crianças e, no final do dia, voltávamos para casa, e só de ver a luz acesa na janela já sabíamos: “Estou seguro. Mamãe está ali. Meu lar me espera.” Assim será quando cruzarmos a linha do tempo para a eternidade. Veremos a luz da casa do Pai, e o coração vai dizer, “Cheguei.”
Queridos, há um lar preparado para nós. Não se deixe abater pelas limitações desta fase da vida. Você está cada vez mais perto da promessa, Cada vez mais perto da herança, Cada vez mais perto de ver o Senhor face a face.
E sabe o que é mais bonito? Jesus já foi preparar esse lugar. Ele mesmo prometeu: “Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar.” Você que já chorou tanto, que perdeu pessoas queridas, que às vezes se sente esquecido. Lembre-se: Há um lugar reservado em seu nome. Nada pode tirar isso de você. Nem a idade, nem a morte, nem o tempo. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual /Para acompanhar diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges, se inscreva no Canal Pinho Borges no YOUTUBE.
