Crônica – Entre a Fé e o Cuidado: a Força Silenciosa da Mulher Presbiteriana
Há mulheres que não precisam levantar a voz para serem ouvidas. Elas falam com gestos, com constância, com presença. A Mulher Presbiteriana é assim: firme na fé, delicada no trato e incansável no serviço. No segundo domingo de fevereiro, quando a Igreja a homenageia, não celebramos apenas uma data, mas uma história viva de dedicação e amor cristão.
Ela está nos bancos da igreja antes do culto começar, organizando, acolhendo, intercedendo. Está nos lares, ensinando valores que não envelhecem. Está nos bastidores da missão, sustentando a obra com oração, trabalho e sensibilidade espiritual. Muitas vezes invisível aos olhos humanos, mas plenamente conhecida por Deus.
Ao longo das gerações, a Mulher Presbiteriana tem sido ponte entre a fé e a prática. Jovem ou idosa, carrega no coração o compromisso com o Evangelho e no cotidiano a coragem de viver o que crê. Especialmente entre as mulheres idosas, vemos a fé amadurecida, o testemunho sereno e a sabedoria que só o tempo, aliado à graça, pode produzir.
Como Secretário Nacional da Pessoa Idosa, não posso deixar de reconhecer o papel essencial dessas mulheres que envelhecem com dignidade, fé e serviço. Elas nos ensinam que o passar dos anos não diminui a vocação; ao contrário, aprofunda o propósito. A Mulher Presbiteriana idosa é memória viva da Igreja e farol para as novas gerações.
Neste Dia da Mulher Presbiteriana, rendemos graças a Deus por cada vida que, silenciosamente, constrói a Igreja com mãos firmes e coração sensível. Que o Senhor continue honrando essas mulheres que transformam fé em cuidado, doutrina em amor e tempo em legado.
Rev. Pinho Borges/Secretário Nacional da Pessoa Idosa
