Aconteceu, pois, que estando eles ali, completaram-se os dias de ela dar à luz. E deu à luz o seu filho, o primogênito, e o enfaixou e o depositou no estábulo, porque não havia para eles lugar na hospedaria.
Ela deu à Luz – Aconteceu, pois, que estando eles ali, completaram-se os dias de ela dar à luz. E deu à luz o seu filho, o primogênito, e o enfaixou e o depositou no estábulo, porque não havia para eles lugar na hospedaria.
Queridos. A cena do nascimento de Jesus, tal como Lucas descreve, revela um Messias que chega ao mundo da maneira mais simples e humana possível. O parto de Maria ocorreu segundo os costumes da época, demonstrando que Jesus compartilhou integralmente da nossa natureza humana. Ele foi enfaixado, como qualquer outro bebê, num gesto de cuidado e carinho materno. Esse gesto de Maria, que envolve o Menino com as próprias mãos, revela a ternura e o zelo de uma mãe por seu filho, mesmo em condições tão humildes.
Jesus é chamado de “primogênito”, termo que carrega um significado especial na tradição judaica. Desde o Antigo Testamento, o primogênito é consagrado a Deus como um ato de entrega e dedicação. Assim, o nascimento de Jesus nos lembra que ele é a primícia de uma nova aliança entre Deus e a humanidade. Ele é o Filho que, desde o início, é dedicado ao Pai, mas que também nos representa como a “oferta” perfeita a Deus.
A escolha de uma manjedoura como seu berço simboliza a humildade profunda que caracteriza o reinado de Jesus. Ele não nasce em um palácio, mas em um lugar destinado aos animais, um espaço fora das convenções de honra e riqueza. É assim que Deus escolhe apresentar seu Filho ao mundo: como um Rei acessível e próximo, que desde o início se coloca entre os mais simples e desprezados.
A manjedoura é, também, um sinal especialmente dado aos pastores, homens acostumados à simplicidade e ao deserto. Eles foram os primeiros a receber a notícia do nascimento do Salvador, não os poderosos, mas aqueles que, na solidão das noites, preservavam uma fé simples e sincera.
Jesus, o Messias-menino, é acessível, acolhedor e próximo de todos os que o buscam com um coração humilde.
Essa cena do nascimento de Jesus nos desafia a repensar nossos conceitos de grandeza e poder. Ela nos ensina que o verdadeiro Rei não é aquele que exibe glória mundana, mas aquele que se faz próximo, que desce ao nível dos mais humildes, e que nos envolve com seu amor desde o princípio. Amém
Ministração Rev. Pinho Borges/Locução Fábio Virtual
