É muito bom atirar com a pólvora do outro

É muito bom atirar com a pólvora do outro

Quando leio uma decisão da justiça onde uma instituição financeira foi obrigada a indenizar uma pessoa idosa/aposentada, vítima de empréstimo fraudulento, eu me lembro de minha mãe.
Quando eu era menino, ouvia dela o seguinte proverbio: “É muito bom atirar com a pólvora dos outros”. Um dia eu lhe perguntei: por quê? Ela respondeu: porque não tem custo, o outro é quem paga pela pólvora.
Pura verdade.

Não é novidade para ninguém que milhares de aposentados e pensionistas são violentados financeiramente todos os dias, não só pelas famílias, mas também por agentes financeiros que em buscas de vantagens financeiras agem de má-fé.

Utilizando-se da brecha do desconhecimento ou inabilidade de analisar o que lhe é proposto a pessoa idosa no geram não atentam aos detalhes das transações financeiras, e termina até autorizando a prática fraudulenta.

Recentemente, o juiz de direito, Fabio In Suk Chang, da Segunda Vara do Juizado Especial Cível de São Paulo, capital, condenou uma instituição bancária a indenizar, por danos morais, com R$5.000,00 (cinco mil reais), um idoso aposentado.
Sabe qual foi o motivo? Advinha. Desconto no benefício previdenciário de empréstimo não contratado.

Na minha opinião que devia ser obrigado a pagar a indenização é o agente financeiro e não a instituição que ele representa. Sabe por quê? Porque é o agente financeiro que leva ao erro; a não sê que a instituição compactue com a fraude.

Creio que se fosse assim, os agentes financeiros, na hora de vender o produto, não teriam essa “tara financeira”, sobre as pessoas idosas.
Mas, enquanto não mudar a lei de responsabilidade do Código do Consumidor, as empresas continuarão a ser responsáveis pelos erros ou má fé de seus “colaboradores”

Quanto a violência financeira é logico que o idoso em tela sofreu, que ele seja indenizado pelo dano moral e no momento não importa de onde vem a indenização.
Se a instituição condenada não teve a cautela necessária para evitar os transtornos causados. Parabéns para o Juiz Fabio Chang pela decisão.

Rev. Pinho Borges

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