BENIGNIDADE – Deus espera que na velhice os seus filhos produzam o fruto da Benignidade.
Benignidade é a bondade de Deus, que é perfeitamente ilustrada em suas ações para salvar o pecador. O apóstolo Paulo descreve a benignidade de Deus em Tito 3,3-7. O homem escravo do desejo e incapaz de se libertar. Conta com a benignidade e o amor de Deus que o transforma, não o vendo mais como escravo, mas como herdeiro em uma condição eterna. Isto é a benignidade de Deus. Temos que produzir fruto da benignidade para com todos, inclusive com aqueles que se colocam como nossos inimigos.
A benignidade e a bondade são termos semelhantes, pois ressaltam a generosidade em dar mais do que o merecido. Jesus usou este termo para descrever o homem que pagou ao seu empregado mais do que seu trabalho realmente valia[1]. Em seus ensinos, o Mestre, condenou a avareza que se manifesta numa extrema preocupação com o que é “certo” a ponto de perder a capacidade da generosidade. Deus é generoso conosco para que possamos ser generosos com outros.
Para Albert Schweitzer: “A bondade constante pode realizar muito. Assim como o sol derrete o gelo, a bondade faz com que o desentendimento, a desconfiança e a hostilidade evaporem”. O princípio divino recomenda que o bem seja uma semeadura constante a fim de eliminar o mal na vida da pessoa; sem esquecer o provérbio que diz: “O homem bondoso faz bem à sua, própria alma; mas o cruel faz mal a si mesmo”[2].
O termo bondade é aplicado na Bíblia para definir algo que proporciona satisfação. No Antigo Testamento literalmente significa “agradável/alegre”, no Novo Testamento o conceito de bondade é definido por: (a) Bom (agathos) para definir o fruto do Espírito e (b) Belo (kalos)quando se relaciona com harmonia. Logo o termo “bondade” é aplicado na ética significando viver de acordo com padrões elevados ou na estética para tratar da beleza interior.
A parábola do Bom Samaritano[3] é um grande exemplo de benignidade, onde encontramos a quebra de preconceitos com o objetivo de ajudar o necessitado. Não é a idade que vai impedir de sermos bons. O profeta revelou a vontade de Deus para com os seus filhos: “Eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança”[4]. A certeza de que a bondade divina é perfeita e absoluta, e que somos alcançados por ela faz com que seja impossível não produzirmos o fruto da benignidade que harmonizam as relações na vida e para isso não há idade limite.
(Extraído do livro: Envelhecimento. O que todos precisam saber. Autoria: Pinho Borges)
[1] Mateus 20,15.
[2] Provérbios 11,17.
[3] Lucas.10.25- 37
[4] Jeremias.29,11.
