“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade.” (Colossenses 3, verso 12)
Queridos. Vivemos em uma sociedade cada vez mais corrida e fria. Muitas vezes o valor de uma pessoa é medido pelo que ela possui, e não por quem ela é. Para os idosos, isso pode ser ainda mais doloroso, há quem pense que, por já terem vivido bastante, perderam seu valor. Mas a Palavra de Deus nos lembra que o verdadeiro sentido da vida está no amor e na compaixão.
Jesus Cristo nos ensinou que felicidade não se encontra em beleza, dinheiro ou poder, mas em amar a Deus e ao próximo. A sociedade moderna esqueceu as raízes. O texto nos lembra que muitos hoje vivem sem vínculos, sem raízes, sem dar valor à família e às relações pessoais. Essa falta de amor gera solidão e vazio.
O idoso muitas vezes sente isso, filhos e netos distantes, amigos que já se foram, e uma vida que parece desacelerar enquanto o mundo corre apressado.
Mas Deus nos recorda, “Ainda na velhice darão fruto; serão viçosos e florescentes”. O amor de Deus nunca envelhece e sempre encontra espaço para florescer.
Uma árvore frondosa só permanece de pé porque tem raízes profundas. Assim também, quem tem raízes no amor de Deus nunca perde sua identidade, mesmo diante das mudanças do tempo.
O exemplo do sábio e do menino. A história contada mostra que o sábio não encontrou felicidade na beleza nem na riqueza, mas na compaixão de um menino que chorava pela vida de um pequeno pássaro. Isso nos ensina que a felicidade verdadeira nasce quando olhamos para os outros com amor. Muitas vezes, um simples gesto como um sorriso, uma palavra amiga, uma oração, tem mais valor que presentes caros ou aparências.
Quantas vezes uma avó ou um avô fazem um simples bolo para os netos, e isso se torna uma memória inesquecível para toda a família? O valor não está no material, mas no amor colocado naquele gesto.
Cristo é o modelo supremo de amor e compaixão. O texto conclui lembrando que Jesus foi o maior exemplo de compaixão. Ele curava os enfermos, consolava os aflitos, chorava com os que sofriam. Em Marcos 6 lemos, “Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor.”
O amor de Cristo não exclui ninguém, jovens, idosos, ricos, pobres todos recebem Sua graça. Seguir a Cristo é viver esse mesmo amor, sendo luz em um mundo marcado pela indiferença.
Para nós, idosos, o amor e a compaixão são frutos que podemos oferecer abundantemente. Talvez não tenhamos mais a mesma força de antes, mas temos tempo, experiência, sabedoria e coração sensível para cuidar dos que estão ao nosso redor.
Queridos. A vida não é feita de riquezas nem de aparências, mas de amor. João nos lembra, “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” O menino do pardal foi feliz porque amou e teve compaixão. Nós também seremos felizes quando praticarmos o mesmo.
Querido irmão, querida irmã, você que já caminhou tanto na vida, que legado deseja deixar? Que sua herança seja a do amor e da compaixão, pois estes são tesouros que jamais envelhecem. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual/ Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.
