A Oração Perigosa: O Perdão como Moeda do Reino

A Oração Perigosa: O Perdão como Moeda do Reino. Queridos. No corre-corre da vida moderna, as palavras muitas vezes perdem seu peso. O termo “desculpe” tornou-se uma espécie de lubrificante social. Pedimos desculpas quando esbarramos em alguém no metrô, quando o celular toca em uma reunião ou quando nos atrasamos cinco minutos.

Fazemos isso de forma quase automática, como quem dá um “bom dia”. No fundo, não esperamos um processo de reconciliação; apenas lançamos a palavra para limpar o ambiente e seguimos adiante.

No entanto, quando Jesus nos ensina a orar em Mateus 6, verso 12, Ele não está falando de etiqueta social. Ele diz. “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”. Aqui, o vocabulário muda. Sai a “desculpa” casual e entra a “dívida” moral. Jesus nos leva para o tribunal da alma, onde o perdão não é um gesto educado, mas uma questão de vida ou morte espiritual.

Por que precisamos de perdão?A palavra grega usada para dívida aqui é opheilema, que se refere a uma obrigação legal ou moral não cumprida. Imagine que você possui um cartão de crédito com um limite infinito e gasta tudo, sabendo que jamais terá o dinheiro para pagar a fatura. Essa é a nossa condição diante de Deus. Cada pecado não é apenas um “erro de percurso”, é uma nota promissória assinada contra a santidade de Deus.

Pense no perdão como um “cancelamento de conta”. Sabe aquela sensação de peso no estômago quando você deve dinheiro a alguém, e encontra essa pessoa na rua? Você tenta desviar o olhar, o assunto fica travado. Assim é o pecado. ele cria uma barreira de comunicação.

Quando pedimos “perdoa nossas dívidas”, estamos admitindo nossa falência espiritual e implorando para que Deus rasgue a fatura que não podemos pagar.

O “Assim Como”: O Condicional Perigoso.Esta é a parte mais difícil da Oração do Pai Nosso. Jesus estabelece uma conexão direta entre o perdão que recebemos do Céu e o perdão que oferecemos na Terra. O perdão de Deus não é um reservatório onde acumulamos graça para nós mesmos; é um canal. Se o canal estiver entupido na ponta de saída (isto é, a nossa relação com os outros), a água para de fluir na ponta de entrada.

C.S. Lewis disse certa vez que o perdão é uma ideia linda até que tenhamos alguém para perdoar. É fácil pedir que Deus esqueça nossas falhas catastróficas enquanto mantemos um “caderninho de mágoas” contra o cônjuge, o colega de trabalho ou o irmão da igreja.

Imagine que você está em uma cela de prisão, e Deus lhe entrega a chave. Você sai livre, mas, no caminho para a saída, você vê alguém que te ofendeu em outra cela. Se você usar a chave para trancar aquela pessoa em vez de deixá-la aberta, você acaba ficando preso no corredor da amargura. Você não consegue sair do presídio enquanto estiver ocupado mantendo o outro lá dentro.

Queridos. O Perdão como Decisão, não Sentimento Muitas pessoas não perdoam porque estão esperando “sentir” vontade. Mas o perdão bíblico é uma transação financeira espiritual: é decidir não cobrar mais a dívida. É olhar para a ofensa e dizer: “Isso me custou caro, mas eu decido que você não me deve mais nada. A conta foi paga na Cruz”.

Precisamos refletir. quem é o devedor que estamos segurando pelo colarinho enquanto pedimos que Deus nos abraça? O perdão que você libera é a prova real de que você entendeu o perdão que recebeu. Amém

Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual.
Um convite especial para você. Inscreva-se no Canal Pinho Borges no YouTube, e seja edificado todos os dias por palavras inspiradora
s.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *