Essa frase do Rev. Pinho Borges toca no coração da teologia cristã da graça e faz um contraste essencial entre dependência humana e dependência divina.
Teologicamente, ela ecoa a verdade bíblica de que o ser humano é limitado, finito e marcado pela fragilidade do pecado. As “habilidades limitadas” representam aquilo que a Escritura chama de força da carne — capacidade real, porém insuficiente para produzir frutos eternos (João 15:5). Não se trata de negar dons, inteligência ou esforço, mas de reconhecer que, sem a ação orientadora da graça, tudo isso se torna incompleto.
Quando o reverendo diz “aceite que é a Graça de Deus guia vossas ações”, ele aponta para a graça não apenas como favor imerecido que salva, mas como força ativa que conduz a vida cristã. É a graça preveniente que chama, a graça justificadora que reconcilia e a graça santificadora que molda o caráter. O verbo permitir é teologicamente rico: revela a tensão bíblica entre soberania divina e responsabilidade humana. Deus age, mas o ser humano é chamado a render-se.
A frase também dialoga diretamente com o ensino paulino: “Pela graça de Deus sou o que sou, e a sua graça para comigo não foi vã” (1Co 15:10).
Ou seja, a verdadeira eficácia da ação cristã não nasce da autoconfiança, mas da rendição humilde a graça. Confiar apenas nas próprias habilidades leva ao orgulho ou ao esgotamento; confiar na graça conduz à obediência, à paz e à frutificação espiritual.
Em síntese, o comentário do Rev. Pinho Borges é um chamado pastoral e teológico à vida rendida, onde o cristão não caminha pela autossuficiência, mas pela dependência consciente do agir de Deus. É a troca da ilusão do controle humano pela segurança da direção divina.
Matéria: Núcleo de Produção da Repapi para o Portal Idosonews.com / Fonte: Internet/Assessoria de reportagem SNPI / Imagens IA: Arquivo da Repapi / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente inspiradoras reflexões.
