“Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça, lançou-se em terra e adorou.” (Jó 1, verso 20). Queridos. O livro de Jó nos ensina que existem mistérios de Deus que ultrapassam a nossa compreensão. Podemos estudar, pesquisar e debater, mas a verdadeira sabedoria está em confiar no Senhor.
Jó enfrentou perdas profundas, dores inimagináveis e, mesmo assim, não deixou de adorar a Deus. Sua vida é um exemplo poderoso de que a verdadeira adoração nasce da confiança, e não das circunstâncias.
Um irmão, após perder seu emprego e enfrentar dificuldades financeiras, foi perguntado se ainda conseguia cantar louvores a Deus. Ele respondeu, “Eu cantava porque tinha emprego, e agora canto porque tenho um Deus que continua sendo bom.” Assim como Jó, ele entendeu que a motivação para adorar está no caráter de Deus, não nas bênçãos que recebemos.
O Testemunho de Jó diante dos homens. Aos olhos de seus contemporâneos, Jó era um homem admirável. Sua integridade mostrava um coração temente a Deus. Sua piedade refletia-se na família; seus filhos eram uma bênção. Sua Seriedade refletia como chefe de família, que intercedia pelos filhos constantemente.
Certamente você conhece alguém na igreja que conhecido por sua bondade, sua generosidade e sua vida de oração. Todos o consideram exemplo de fé e prosperidade. Agora, pense nesse mesmo irmão enfrentando a perda de tudo. O que muitos não enxergam é que, por trás das aparências, há um cenário espiritual maior, assim como aconteceu com Jó, um diálogo entre Deus e Satanás que colocaria sua fé à prova.
O Ataque e a Provação. Satanás duvidou da sinceridade de Jó e disse que ele adorava apenas porque possuía bens e proteção. Deus permitiu a prova. Num único dia, Jó perdeu suas riquezas, seus filhos e sua posição social.
Tempo mais tarde Davi passa por sofrimento parecido ao perder seu filho, mesmo orando e jejuando, a criança morreu. O texto diz que, após o luto, Davi levantou-se, lavou-se e foi adorar ao Senhor. Assim como Jó, Davi compreendeu que adorar não é opção, mas necessidade, mesmo na dor.
Jó chorou, lamentou e sofreu. Mas, no final, prostrou-se e adorou. Essa é a lição central, a verdadeira adoração floresce em meio às tempestades.
Qual é a nossa motivação para adorar?
Será que a nossa adoração está no culto animado? Hoje, vivemos em uma época em que o emocional e o visual dominam. Muitos pensam que um culto só é bom se tiver música vibrante, luzes, sons e emoções fortes. Mas a Bíblia nos ensina que o culto não é para satisfazer o adorador, e sim para glorificar o Criador.
Certa ocasião o pastor perguntou a um jovem, “O que achou do culto?” O jovem respondeu, “Ah, não gostei muito, a música não estava animada.” Então o pastor disse, “Ainda bem que não foi para você que o culto foi feito!”
A verdadeira motivação do culto deve ser agradecer a Deus e reconhecer quem Ele é, independentemente do estilo ou da forma.
Será que a nossa adoração depende da posição social? Jó perdeu todos os seus bens e passou a ser visto como alguém arruinado socialmente. Mesmo assim, continuou adorando.
Muitos servem a Deus somente quando estão em cargos ou posições de destaque. Quando perdem essa visibilidade, param de louvar e trabalhar para o Reino.
Conheci um diácono muito ativo, mas, ao não ser eleito, afastou-se da igreja. Um dia ao ser visitado foi confrontado. “Se você adorava por causa do cargo, servia à posição, não a Deus.” A verdadeira adoração não está no que fazemos na igreja, mas no relacionamento com Deus.
Será que são os bens materiais a motivação da nossa adoração? Satanás acreditava que Jó só adorava porque tinha riquezas. Mas, quando tudo lhe foi tirado, Jó demonstrou que seu amor por Deus não dependia do que possuía.
Na igreja havia uma irmã simples, viúva e sem recursos, mas conhecida pela alegria em louvar. Um dia, alguém perguntou. “Com tão pouco, por que você canta tanto?” Ela respondeu. “Porque o que tenho de maior ninguém pode tirar, meu Deus continua no trono.” A verdadeira adoração não depende do que temos, mas de quem Deus é para nós.
Queridos. A história de Jó nos ensina que a nossa motivação para adorar não deve estar, Nos sentimentos emocionais; Na posição social; ou Nos bens materiais.
A adoração verdadeira nasce de uma confiança inabalável em Deus. Quando entendemos que Ele é soberano e que tudo está sob Seu controle, conseguimos adorá-Lo mesmo na dor. Adorar é reconhecer que Deus continua sendo Deus, mesmo quando tudo ao redor parece ruir. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.
