Efésios 4, verso 12 – Queridos irmãos e irmãs, ao longo da vida aprendemos que existem coisas que só o tempo nos ensina. Assim como uma fruta não amadurece de um dia para o outro, mas passa por um processo até ficar pronta para ser colhida, também a vida cristã é um caminho de amadurecimento.
O apóstolo Paulo nos lembra que o propósito do ministério e da edificação da igreja é que cada um de nós alcance a maturidade espiritual em Cristo. Mas precisamos entender: maturidade cristã não é algo que se mostra apenas por aparência exterior.
Maturidade não é aparência. Há quem pense que ser maduro na fé é demonstrar religiosidade por meio de gestos ou palavras. Mas a Bíblia nos mostra que a verdadeira maturidade nasce de dentro para fora. Não é forçada, é fruto natural da nova vida que o Espírito Santo produz em nós.Assim como uma planta não precisa se esforçar para florescer quando está bem enraizada e alimentada, o cristão maduro não precisa “forçar” piedade. Seu testemunho flui naturalmente, porque Cristo habita em seu coração.
Imagine um idoso que, mesmo em silêncio, transmite paz apenas com sua presença. Não é porque ele tenta aparentar santidade, mas porque sua vida com Deus ao longo dos anos deixou marcas visíveis de amor, humildade e confiança no Senhor.
Maturidade é resultado de comunhão. A maturidade não é estática; é dinâmica, está sempre em crescimento. E esse crescimento vem da comunhão diária com Deus, através da oração e do estudo da Palavra. Não podemos ser maduros espiritualmente se não nos alimentarmos da Bíblia e não cultivarmos a vida de oração. Assim como o corpo precisa de alimento para manter-se firme, a alma precisa da Palavra e da oração para se fortalecer.
Um agricultor idoso dizia: “Não adianta eu querer uma boa colheita se não regar a plantação todos os dias.” Assim também acontece conosco: se não cultivarmos comunhão com Deus, não haverá fruto de maturidade.
Maturidade exige renúncia. A vida cristã nos desafia a deixar de lado hábitos e práticas que não agradam ao Senhor. Muitas vezes, ainda nos perguntamos: “Será que isso é certo ou errado?” A resposta vem quando confrontamos nossas atitudes com a Palavra de Deus. O cristão maduro aprende a renunciar aquilo que não contribui para a sua caminhada de fé, escolhendo viver de forma que o nome de Cristo seja glorificado em sua vida.
Assim como alguém que, ao envelhecer, deixa certos alimentos pesados porque sabe que não lhe fazem bem, o cristão maduro também aprende a deixar para trás práticas que não edificam, escolhendo aquilo que fortalece a sua comunhão com Deus.
Queridos. A maturidade cristã não é um título, nem um status, mas uma vida marcada pela presença de Cristo em nós. Ela se revela na naturalidade do nosso testemunho, na constância da nossa comunhão com Deus e na renúncia consciente de tudo o que não glorifica o Senhor.
Que a nossa velhice seja também um tempo de plenitude espiritual, em que possamos testemunhar, com simplicidade e verdade, que Cristo vive em nós. Lembre-se. “O caminho dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.
