Hoje a coluna MINHA OPINIÃO, com o Rev. Pinho Borges, apresenta o comentário. Como protestante, como devemos nos portar diante da morte do Papa Francisco?
Queridos. Essa é uma pergunta profunda e delicada, e demonstra sensibilidade da nossa parte. Como protestante, especialmente se seguimos a tradição reformada, como a presbiteriana, é importante considerar alguns princípios bíblicos e espirituais para nortear nossa postura diante da morte do Papa Francisco, ou de qualquer outra autoridade religiosa ou não.
Anunciada a morte do Papa Francisco, na manhã do dia 21 de abril de 2025, as redes sociais foram invadidas de postagens que enalteciam ou denegriam a vida, os atos e as posições do líder da Igreja Católica Romana.
Diante disto resolvi dar Minha Opinião de como devemos nos comportarmos como cristão evangélicos. Aqui vão alguns pontos que reflete a minha opinião.
Respeito e dignidade – Embora haja diferenças doutrinárias entre protestantes e católicos, o Papa é uma figura respeitada por milhões de cristãos no mundo. Demonstrar respeito pela sua vida e morte é um reflexo da ética cristã, do amor ao próximo e da dignidade humana.
Paulo escrevendo aos Romanos 12, verso18, diz. “Se possível, no que depender de vós, tende paz com todos os homens.”
Evite julgamentos – A morte de qualquer pessoa não é o momento para emitir juízos sobre o destino eterno da alma dela. Isso pertence somente a Deus. Deus nunca errou e não vai errar com o Papa Francisco. Portanto, mesmo que discordemos de aspectos teológicos, devemos nos abster de especular sobre salvação ou condenação.
Mateus 7. verso 1, exorta-nos, “Não julgueis, para que não sejais julgados.”
Oração e compaixão – É apropriado orar pelas pessoas enlutadas, especialmente pelos católicos que se sentirão órfãos espiritualmente com a perda de seu líder. Ore para que Deus conforte os corações e, quem sabe, use esse momento para despertar vidas para o pleno Evangelho de Cristo.
2ª Coríntios 1, verso 3 e 4. Nos diz, “Bendito seja o Deus… o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação…”
Afirmação da nossa fé. Sem ofensa ou confronto, esse também pode ser um momento de reafirmar, com humildade e sabedoria, a centralidade de Cristo como o único mediador entre Deus e os homens; a autoridade suprema das Escrituras e da justificação pela fé, pilares do protestantismo.
Isso, no entanto, não deve ser feito com triunfalismo, mas com temor e tremor, lembrando que a salvação é um dom de Deus.
Evite sarcasmos e polêmicas. Especialmente em redes sociais, onde a tentação de usar memes ou ironias é grande, o cristão deve se destacar pelo bom testemunho. A morte é um tema sagrado, mesmo quando se trata de alguém com quem discordamos.
Efésios 4, verso 29, diz, “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação…”
Essa é a minha opinião. Como protestante, nossa postura é de respeito, sobriedade, compaixão pelos enlutados, oração, e reafirmação serena e absoluta da fé evangélica. Agindo assim, na minha opinião, creio que glorificamos a Cristo mesmo em tempos delicados como esse.
Texto Rev. Pinho Borges
Núcleo de Produção da Repápi para o Portal Idosonius.com
Locução Júlio Virtual
