Esta mulher, cujo nome não é revelado nas Escrituras, teve um encontro profundo com o Senhor Jesus. Ela não buscou Jesus com a expectativa de receber algo, mas veio com um coração disposto a dar…
A anônima do Nardo.
Queridos. Ao refletimos hoje, quero trazer à luz o relato da mulher mencionada em Marcos 14, cujo gesto de adoração e entrega ao Senhor nos inspira até os dias atuais.
Esta mulher, cujo nome não é revelado nas Escrituras, teve um encontro profundo com o Senhor Jesus. Ela não buscou Jesus com a expectativa de receber algo, mas veio com um coração disposto a dar. Em contraste com muitos que procuram a Deus apenas em busca de benefícios materiais, ela se destacou ao demonstrar uma adoração verdadeira e desinteressada.
O gesto de derramar o unguento de nardo sobre a cabeça de Jesus foi um ato de extrema generosidade e sacrifício. O nardo, uma essência rara e valiosa, simbolizava a preciosidade da adoração que ela oferecia. Da mesma forma, a nossa adoração ao Senhor é valiosa aos olhos divinos, não pelo que trazemos materialmente, mas pela sinceridade de nosso coração.
Jesus ressaltou a grandiosidade desse gesto ao afirmar que ela antecipou Sua morte iminente. Enquanto Judas tramava traí-lo, esta mulher, sem compreender totalmente, estava profeticamente preparando o caminho para o sacrifício redentor de Jesus. Ela ofereceu a Ele o que tinha de mais valioso, sem reservas.
A avaliação de Jesus sobre o ato da mulher é um convite à reflexão para cada um de nós. Ele disse: “Esta fez o que podia.” Não interpretamos isso como uma desculpa ou minimização de sua oferta, mas como um reconhecimento de que ela deu o seu melhor, fez o máximo que podia fazer. Da mesma forma, somos desafiados a nos perguntar: estamos fazendo o nosso máximo para Jesus?
Às vezes, caímos na armadilha de pensar que o “podia” é uma limitação, uma desculpa para nossas ações ou falta delas. No entanto, Jesus nos chama a compreender que, quando oferecemos o nosso melhor, Ele considera isso suficiente. Ele não pede o impossível, mas espera nossa dedicação, nosso máximo esforço, nosso melhor.
A mulher de Betânia também nos ensina sobre quebrar o vaso. Ela não hesitou em quebrar o recipiente que continha o perfume valioso. Isso simboliza abnegação, humildade e entrega total. Às vezes, para adorarmos verdadeiramente a Deus, precisamos quebrar o vaso de nossa própria vontade, abandonar nossos gostos, nossa posição, e nos humilharmos diante do Senhor.
Portanto, neste momento, convido a cada um de vós a analisar a forma como tens servido e adorado o Senhor. Estão dando o vosso melhor, oferecendo o máximo que podem, ou estão se contentando com desculpas? Quebrem os vasos de vossa própria vontade, derramem o vosso coração diante do Senhor em uma adoração sincera e generosa.
Seja a vossa oferta feita em oculto, como a viúva que deu suas duas moedas, ou em público, como a mulher de Betânia, o que importa é que seja feita em sinceridade de coração. O Senhor, que sonda os corações, vus honrará e recompensará.
Que possais seguir o exemplo dessas mulheres e, mesmo que aos olhos dos homens pareça pouco, seja o vosso melhor para o Senhor, que tudo conhece e tudo pode avaliar.
Que a graça do Senhor Jesus esteja convosco, capacitando-os a adorá-Lo com tudo o que és e com o que tens. Em nome de Jesus, amém.
Ministração Rev. Pinho Borges
