Amós deparou-se com uma sociedade desviada da vontade divina, assemelhando-se à nossa realidade. No texto lido, ele denunciou a prática vazia do culto, caracterizada pela ostentação de riqueza, não agradando a Deus
Amós hoje.
Queridos. Na época de Amós, a sociedade enfrentava uma situação semelhante à que vivenciamos atualmente; como está registrado no capítulo 5, versos 21 a 24.
Amós, um pastor e cultivador de sicômoros do sul de Técua, foi chamado por Deus para denunciar os desvios e abusos no Reino do Norte. Sua atuação ocorreu durante o reinado de Jeroboão II, por volta dos anos 750 a 760 a.C.
Amós deparou-se com uma sociedade desviada da vontade divina, assemelhando-se à nossa realidade. No texto lido, ele denunciou a prática vazia do culto, caracterizada pela ostentação de riqueza, não agradando a Deus. Além disso, criticou um culto que negligenciava os princípios do Senhor: justiça e direito.
Deus rejeita completamente essa forma externa de culto e isso está bem explicito no texto tela, pois há dois verbos marcantes: “aborrecer” e “desprezar”. Esses verbos hebraicos, expressam uma rejeição profunda.
Assim, percebemos que Deus não apenas discorda da forma de culto, mas a rejeita integralmente. Não é suficiente mudar algumas atitudes; é necessária uma transformação completa na maneira de viver e cultuar, indo além dos rituais até a própria vida.
Pergunto. Como temos praticado o culto em nossos dias? Como temos vivenciado a Palavra de Deus? A proximidade do fim nos convida a refletir sobre essas realidades. Muitas vezes desejamos levar o Evangelho para longe, mas, como os discípulos, somos chamados a permanecer em Jerusalém, continuando no templo, bendizendo ao Senhor.
O texto bíblico de Amós orienta sobre como fazer isso a partir da Palavra de Deus. Frequentemente encaramos o culto como um alívio, um “dever cumprido”: fizemos o que agrada ao Senhor hoje. Esse culto externo é odiado e desprezado pelo Senhor, pois não gera transformação, pois Deus não está presente, apesar de sua onipresença.
O mesmo acontece com a leitura da Bíblia. Por si só, ela e o culto são vazios se não houver conversão, aplicação do Evangelho e liberdade para a ação do Espírito Santo. Somente o Espírito Santo pode dar vida ao culto e à Bíblia, impulsionando-nos para uma vida justa. Que assim seja.
Ministração Rev. Pinho Borges
