O Brasil vive uma escalada de violência estrutural contra a pessoa idosa: com renda média de até três salários-mínimos, muitos aposentados ficam abaixo da linha da pobreza. Sem políticas públicas eficazes ou apoio familiar, numerosos idosos passam a viver nas ruas, enquanto entidades civis e igrejas clamam por acolhimento emergencial, como centros de convivência e residências terapêuticas — antes que seja tarde.
A violência estrutural contra idosos no Brasil vem crescendo e preocupa autoridades, instituições sociais e igrejas. O problema, marcado pela desigualdade social, abandono e ausência de políticas públicas eficazes, atinge principalmente aposentados, cuja renda média não ultrapassa três salários-mínimos, colocando muitos na linha da pobreza ou abaixo dela.
A falta de condições básicas força inúmeros idosos a viverem nas ruas, revelando a incapacidade do Estado de garantir moradia, saúde e assistência social. A aplicação ineficaz do Estatuto do Idoso agrava a crise, e o abandono familiar aumenta a vulnerabilidade dessa população, que enfrenta doenças, dependência física e desamparo.
Instituições civis e religiosas pedem medidas urgentes, como a criação de Centros de Convivência, Instituições de Permanência Temporária e Residências Terapêuticas, além de parcerias com o poder público, universidades e setor privado.
Sem mobilização imediata, alertam especialistas, milhares de idosos continuarão expostos à fome, ao abandono e à violência, com tendência de agravamento do cenário.
Matéria produzida pelo Núcleo de Produção da Repapi para o Portal Idosonews.com
