A Lição Oculta de Maria para um Natal Genuíno

Deus, Meu Salvador“: A Lição Oculta de Maria para um Natal Genuíno, Queridos. O Natal começa com uma escolha divina: Maria, a mulher que o anjo Gabriel chamou de “muito favorecida”. Ela foi escolhida para conceber o Messias. Embora não entendesse como isso seria possível (“não conheço homem algum”), sua resposta final demonstrou uma fé radical: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra”.

Mas, para além da obediência, o Evangelho de Lucas nos revela a alma de Maria através do seu cântico, o Magnificat. Este fabuloso louvor não é apenas uma oração; é um espelho que reflete quem ela realmente era diante de Deus e serve de parâmetro para todo crente que busca uma vida de piedade. Vejamos as três grandes lições de Maria para o nosso Natal.

Maria se vê como uma Pecadora Carente de Salvação. Maria inicia seu cântico com uma declaração poderosa: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador”. Esta é a primeira e mais crucial lição: Maria via Deus como seu Salvador. Quem precisa de um Salvador? Somente aquele que reconhece a sua condição de pecador. A grandeza de Maria não reside na sua consciência de que, como qualquer outro ser humano, ela precisava ser salva. Ela entendia a missão do seu Filho antes mesmo dele nascer, ecoando a palavra do anjo a José: “lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”.

Imagine um resgate no mar. O náufrago (o pecador, Maria) não engrandece o barco por si mesmo, mas celebra o capitão (Deus, o Salvador) que o tirou das águas da morte. Maria nos ensina que a alegria do Natal reside em reconhecer que, mesmo sendo “favorecidos” por Deus, somos pecadores resgatados.

Maria se vê como uma Humilde Serva (Escrava). Maria prossegue no versículo 48: “Porque contemplou na humildade da sua serva…” A palavra grega para “serva” (doulē) tem o sentido forte de “escrava”. Maria se coloca na condição de escrava do Senhor, uma submissão total. Foi essa humildade que Deus contemplou nela. O entendimento de sua carência de salvação (pecadora) produzia nela a humildade (serva). Ela aceita a afirmação de Isabel de ser “bem-aventurada”, mas reconhece que o mérito não é dela.

O Natal exige essa humildade. Exige que nos curvemos, não para bajular uma divindade distante, mas para servir ao Deus que se esvaziou e Se fez homem por nós.

Maria Dá Toda a Glória ao Deus Poderoso e Santo.  Finalmente, Maria centraliza o louvor: “Porque o Poderoso me fez grandes cousas. Santo é o seu nome”. Ela sabia exatamente a causa de ser bem-aventurada: o mérito era todo de Deus! Ela seria celebrada pelas gerações não por quem ela era (uma humilde jovem de Nazaré), mas pelas “grandes coisas” que o Poderoso e Santo estava fazendo através dela. Para Maria, Deus é o “Salvador”, o “Poderoso” e o “Santo”. Este entendimento a colocava na posição de serva, pois sabia que a glória era, e sempre seria, do seu Senhor.

Queridos. O cântico de Maria é um sermão natalino em miniatura. Ele demonstra que a verdadeira piedade e o genuíno louvor vêm de um coração que. Reconhece-se como pecador carente de um Salvador. Submete-se como humilde serva (escrava) ao plano de Deus. Dá toda a glória ao Deus Poderoso e Santo.

Neste Natal, olhe para a sua vida. Se estas características estiverem presentes em você, seu Natal será mais do que uma festa; será um contínuo cântico de louvor ao Deus bendito que Se fez carne por nós.

Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.

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