Aspectos negativos da guerra entre Israel e Irã, e a Perspectiva Bíblica. A partir de uma perspectiva bíblica, os aspectos negativos para a humanidade de uma guerra entre Israel e Irã podem ser analisados à luz de princípios espirituais, morais e proféticos encontrados nas Escrituras.
A seguir, comento alguns dos principais pontos:
1º. Violação do princípio da paz. A Bíblia valoriza profundamente a paz como um bem divino. Salmo 34, verso 14, “Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança.” E, Mateus 5, verso 9 diz, “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.”
A guerra entre Israel e Irã representa uma negação clara desse chamado à paz, provocando sofrimento, morte e destruição. O conflito entre nações agrava o distanciamento da humanidade em relação ao ideal bíblico de convivência pacífica.
2º. Sofrimento humano generalizado. Na Bíblia, a dor e o sofrimento resultantes da guerra são frequentemente retratados como tragédias permitidas, mas não desejadas por Deus. Em Lamentações 3, verso 33, lemos, “Porque não é do coração que ele aflige ou entristece os filhos dos homens.”
Uma guerra dessa magnitude, envolvendo armamentos modernos e, possivelmente, nucleares, traria consequências catastróficas para civis inocentes, algo claramente contrário ao mandamento de amar ao próximo.
3. Aumento do ódio e da divisão entre povos. O conflito entre Israel e Irã tem raízes religiosas, étnicas e políticas profundas. Uma guerra intensificaria o ciclo de ódio e vingança entre judeus, muçulmanos e outras nações, minando os valores de reconciliação e perdão. Efésios 2. Verso 14, lemos “Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade.”
A Bíblia apresenta o ideal de reconciliação entre os povos, especialmente por meio da fé, o que se opõe ao endurecimento de divisões causado por guerras.
4. Possível cumprimento de profecias de juízo. Em uma perspectiva escatológica (profética), muitos estudiosos relacionam conflitos no Oriente Médio com eventos dos últimos dias descritos em livros como Daniel, Ezequiel e Apocalipse. Ezequiel 38 e 39 fala de um confronto envolvendo “Gogue e Magogue” contra Israel, alguns interpretam esse texto como uma possível alusão a alianças modernas contra Israel.
Mateus 24, versos 6 e 7. “Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras… Nação se levantará contra nação, e reino contra reino.” Embora a Bíblia não encoraje a guerra, ela alerta que tais eventos seriam sinais do fim. Nesse sentido, a guerra entre Israel e Irã poderia ser interpretada como parte desse cenário profético, o que, por sua vez, traria temor e instabilidade à humanidade.
5. Desrespeito ao valor da vida. O valor da vida humana é central na ética bíblica. Uma guerra em larga escala contradiz esse princípio. Gênesis 1, verso 27 diz, O ser humano é criado à imagem de Deus. E Êxodo 20, verso 13, “Não matarás.” A morte de civis, militares e inocentes é uma tragédia diante de Deus e representa uma degradação moral da humanidade.
Conclusão. Sob uma ótica bíblica, a guerra entre Israel e Irã seria vista como um sintoma do afastamento do ser humano dos caminhos de Deus: um mundo cada vez mais violento, endurecido e dividido. Ela traria não apenas consequências físicas e políticas, mas espirituais, afastando povos da reconciliação e da esperança prometida nas Escrituras. Nesse contexto, a Bíblia clama por arrependimento, busca por paz e preparação para os tempos difíceis descritos nas profecias.
Matéria produzida pelo Núcleo de Reportagem da Repapi para o Portal Idosonews.com / Texto Rev. Pinho Borges / Locução Antônio Virtual,
