No silêncio das mãos

No silêncio das mãos, repousa a história do chão,
Marcas do tempo guardam lutas no coração,
Cada ruga revela sementes lançadas com devoção,
E o cansaço sussurra memórias que não se vão.

Foram mãos que ergueram sonhos sem pedir reconhecimento,
Que sustentaram lares mesmo em dias de sofrimento,
No toque firme havia coragem em cada momento,
E na pele cansada, um legado de ensinamento.

Hoje descansam quietas, mas falam sem precisar dizer,
Carregam a vida inteira que ninguém pode esquecer,
São testemunhas vivas do que é amar e viver,
No silêncio das mãos, Deus continua a escrever.

Quantas lágrimas ocultas moldaram cada decisão,
Quantas renúncias silenciosas fortaleceram a missão,
Sem aplausos seguiram firmes na mesma direção,
Transformando dor em força com fé e dedicação.

E ainda que o tempo tente apagar sua expressão,
Há dignidade eterna em cada gesto e ação,
Pois quem viveu servindo jamais viveu em vão,
E no céu encontra descanso sua fiel vocação.

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