“Na verdade, na verdade vos digo: se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto.” (João 12.24)
Queridos. Alguns gregos caminharam cerca de quatrocentas milhas até Jerusalém movidos pelo desejo de conhecer Jesus. Buscavam sabedoria, talvez um mestre filosófico, alguém que explicasse o sentido da vida. No entanto, ao se encontrarem com Cristo, não receberam uma teoria, mas uma verdade profunda: a vida verdadeira nasce da morte. Jesus não viveu uma existência acadêmica ou especulativa; Sua vida tinha uma direção clara — morrer para produzir frutos. Com essa afirmação simples, Ele estabelece um princípio espiritual que sustenta toda a vida cristã.
A vida só chega por meio da morte.O grão de trigo guardado em segurança, longe da terra, permanece intacto, mas inútil. Ele não apodrece, mas também não gera vida. Somente quando cai na terra e “morre” é que se transforma em fonte de multiplicação. Assim é o cristão. Enquanto insistimos em preservar nossas ambições pessoais, vaidades, orgulho e planos egoístas, permanecemos estéreis espiritualmente. A nova vida só emerge quando a velha natureza é sepultada. Matar o “eu” não é perder identidade, é permitir que Deus nos transforme em instrumentos úteis em Suas mãos.
É como uma semente guardada em um cofre: protegida, mas sem propósito. Só no solo ela cumpre sua missão.
Perdendo é que se recebe.Jesus apresenta um paradoxo desconcertante: quem tenta salvar a própria vida a perde; quem a perde por amor a Ele, a encontra. O apego exagerado à vida material nasce do medo e do egoísmo — dois motores que conduzem à esterilidade espiritual. Como alerta Marcos, não há lucro algum em ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Renunciar ao controle não é fracasso; é o caminho para receber aquilo que realmente tem valor eterno.
O agricultor que se recusa a lançar a semente na terra nunca colherá. Ele “perde” a semente para ganhar a colheita.
A grandeza nasce no serviço. Vivemos em um tempo em que servir parece sinônimo de perda. O trabalho deixou de ser expressão de amor e passou a ser apenas meio de enriquecimento. Muitos têm posses, mas não têm sentido; vivem, mas apenas vegetam. Jesus rompe essa lógica, ao ensinar que a verdadeira vida está em ser útil a Deus, e aos outros. Quando o homem material morre, nasce o homem espiritual. Foi assim com Cristo: Ele se entregou, serviu, amou — e frutificou para a eternidade.
Queridos.A fé cristã não se constrói sobre a acumulação, mas sobre a entrega. Viver apenas para o material é escolher a esterilidade espiritual. Morrer para o velho homem é condição para produzir frutos que permanecem. Que entendamos, como discípulos de Cristo, que somente quando morremos para nós mesmos é que começamos, de fato, a viver para Deus. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual.
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