O Culto à Produtividade (Burnout)*

Por: Pinho Borges / Coluna Na Minha Opinião. A ética do fazer incessante, a sacralização do tempo e os rituais de descanso

Na Minha Opinião , vivemos uma época em que a produtividade deixou de ser apenas uma virtude e passou a ocupar o lugar de um verdadeiro culto. Trabalhar muito já não é suficiente; é preciso parecer ocupado o tempo todo. A agenda cheia virou símbolo de valor pessoal, e o cansaço constante, um atestado de importância. Nesse cenário, o burnout não surge como exceção, mas como consequência lógica de um modelo que exalta o fazer incessante e desvaloriza o ser.

Na Minha Opinião , a ética contemporânea do trabalho foi distorcida. Produzir é necessário, sem dúvida, mas quando o fazer se torna absoluto, ele passa a dominar todas as dimensões da vida. O descanso começa a ser visto como culpa, o ócio como desperdício e a pausa como fraqueza. Assim, muitas pessoas vivem em permanente estado de alerta, conectadas, respondendo mensagens, cumprindo metas e tentando corresponder a expectativas que nunca cessam.

Na Minha Opinião, o tempo também foi sacralizado, mas de forma equivocada. Cada minuto precisa “render”, gerar resultados, ser monetizado ou transformado em desempenho mensurável. Até o lazer entra nessa lógica: descansamos para produzir mais depois. O tempo deixa de ser espaço de vida e passa a ser instrumento de cobrança. Quando isso acontece, perdemos a capacidade de simplesmente estar, contemplar e respirar sem a pressão do próximo compromisso.

Na Minha Opinião , os rituais de descanso são uma necessidade urgente, não um luxo. Dormir bem, silenciar o celular, reservar momentos de convivência, espiritualidade e reflexão são atos quase subversivos em uma cultura que idolatra a pressa. Recuperar o valor do descanso é resgatar a dignidade humana, reconhecendo que ninguém é máquina e que limites não são sinais de fracasso, mas de sabedoria.

Na Minha Opinião , enfrentar o culto à produtividade exige uma mudança de mentalidade coletiva e pessoal. É preciso reaprender a dizer “não”, estabelecer fronteiras e compreender que o valor de uma pessoa não se mede pela sua performance constante. Somente quando o descanso deixa de ser visto como perda de tempo e passa a ser entendido como cuidado, é que o burnout deixa de ser regra e a vida volta a fazer sentido.

*Burnout é uma síndrome relacionada ao esgotamento físico, emocional e mental, causada principalmente por excesso de trabalho, pressão constante e estresse prolongado, especialmente no ambiente profissional. De forma simples. Burnout é quando a pessoa chega ao limite e já não consegue se recuperar apenas com descanso comum.

Matéria: Núcleo de Produção da Repapi para o Portal Idosonews.com / Fonte: Assessoria de reportagem SNPI / Imagens: Arquivo da Repapi / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.

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