José. O Justo Que Escolheu a Justiça em Silêncio”

Queridos. Em Mateus 1, verso 19, lemos “E José, seu marido, sendo justo e não querendo infamá-la, intentou deixá-la secretamente.”

Quando olhamos para o primeiro Natal, a atenção costuma se voltar para Maria e o Menino Jesus. No entanto, há uma figura silenciosa e grandiosa nessa história. José, o homem que decidiu viver a justiça, mesmo quando isso lhe custaria reputação e tranquilidade.

Mateus o descreve com uma palavra rara e poderosa, “justo.” José não era apenas um homem que cria em Deus, mas alguém que expressava essa fé por meio de atitudes éticas, humanas e piedosas. Sua justiça não se limitava à religiosidade do templo, mas se revelava na maneira como tratava as pessoas, inclusive quando se sentia traído.

José descobre que Maria está grávida. Ele sabe que o filho não é dele. A lei permitia que ele a denunciasse publicamente. Mas em vez de vingança, ele escolhe a compaixão. Essa é a verdadeira justiça do Reino, não a que condena, mas a que redime.

Conta-se que um juiz cristão, ao julgar um jovem ladrão reincidente, descobriu que o rapaz roubava para alimentar os irmãos. Em vez de apenas aplicar a pena, o magistrado se ofereceu para ajudá-lo a estudar e conseguir trabalho. Essa atitude, assim como a de José, mostra que ser justo é agir com misericórdia, não apenas com a lei.

Vivemos tempos semelhantes aos de José, religiosos falam de fé, mas agem com injustiça. Empresários cristãos exploram, trabalhadores cristãos enganam, e a sociedade se torna cega ao sofrimento alheio. O evangelho, porém, nos chama à radicalidade da justiça prática, à fé que se traduz em compaixão, honestidade e compromisso social. José foi escolhido para ser pai do Salvador porque soube refletir o caráter do próprio Deus, amor que age, justiça que acolhe, fé que transforma.

Queridos. O Natal nos convida a seguir o exemplo de José. Ser justo hoje é ir contra a corrente, é tratar o outro com dignidade, é ser íntegro quando ninguém vê, é preferir o silêncio da obediência à gritaria da autopromoção. Que, como José, possamos ser achados justos, não apenas por crermos em Deus, mas por vivermos como Ele nos ensinou. Amém.

Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.

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