Nas pétalas guardo a lembrança primeira,
Do vento que dança, suave, no chão,
Recordo o perfume, essência ligeira,
Que o tempo não leva do meu coração.
As flores se vão, mas deixam histórias,
De risos, encontros, promessas no ar,
São ecos de luz nas memórias,
Que o tempo insiste em não apagar.
Em cada jardim que a vida semeia,
Brotam amores de antiga estação,
Mesmo que o outono, discreto, semeia,
Restam primaveras no chão da emoção.
E quando o relógio, cansado, descansa,
E o sol se despede da tarde que apaga,
Renascem em mim, com doçura e esperança,
As primaveras que o tempo não apaga.
Produção: Núcleo Poético da Repapi para o Portal Idosonews.com

